Sindicato considera inviável a restrição a caminhões no Anel Rodoviário de BH

No início desta semana, a Prefeitura de Belo Horizonte, Minas Gerais, anunciou que restringirá o tráfego de caminhões no Anel Rodoviário, via que corta a capital mineira e interliga as principais rodovias do estado, a BR-040 e a BR-381. Segundo o grupo de trabalho, responsável pela elaboração do projeto, a restrição deve começar em fevereiro de 2018. 

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A medida anunciada é vista com bons olhos por grande parte da população da capital mineira, entretanto, para os setores e entidades diretamente ligados ao transporte rodoviário de cargas a restrição ao tráfego no Anel Rodoviário poderá ser extremamente prejudicial e não resolverá o elevado índice de acidentes no local. 
Em conversa com o Portal BHAZ, nesta quarta-feira (23), Luciano Medrado, responsável pelo departamento de Relação com o Mercado do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga do Estado de Minas Gerais (Setcemg) classificou como inviável a medida anunciada pela Prefeitura da capital mineira. “É uma medida populista”, afirmou. 
Medrado destacou ainda que restringir a circulação de veículos pesados no trecho que liga o bairro Olhos d’Água à Avenida Amazonas não resolverá o problema no local. “A medida não possui consistência técnica, pois os caminhões não são os únicos causadores dos acidentes”, afirmou.
Levantamentos da Polícia Militar Rodoviária mostram que cerca de 160 mil veículos circulam diariamente no Anel Rodoviário. De acordo com o Setcemg, desse montante, 12% são veículos de carga, o que corresponde a cerca de 20 mil caminhões diariamente. “Restringindo os de carga pesada aumentará a circulação de automóveis e motocicletas e são elas as causadoras da maioria dos acidentes no local”, relatou.
De acordo com Luciano, o problema do Anel Rodoviário está na geometria (curvas, estreitamento de pistas, descidas acentuadas, redução de faixas etc) e não cabe ao governo municipal interferir no gerenciamento de uma rodovia. “O Dnit tem função operacional das ações, já a ANTT é a regulamentadora. Não cabe ao governo municipal interferir no gerenciamento. Está havendo confusão mental nisso aí”, diz.
“Restringir a circulação de caminhões é mudar o problema de lugar”. Segundo Medrado, o Prefeito da capital mineira, Alexandre Kalil deveria realizar uma ação política para viabilizar o projeto do Dnit para o Anel Rodoviário.
A exemplo do que aconteceu com o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (DNIT), o Setcemg também não foi convidado para as duas reuniões que aconteceram nesta semana. 

TEXTO: Lucas Duarte
Com informações: BHAZ
Blog Caminhões e Carretas 

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