Custo logístico do País equivale a 11,5% do PIB

31 de julho de 2014 Category : 0

Estradas precárias, portos ineficientes, entre outros problemas geram uma conta cara para a economia brasileira. Segundo o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, o custo logístico brasileiro equivale a aproximadamente a 11,5% do PIB nacional, ou seja, algo em torno de US$ 500 bilhões. Hoje, esse gasto representa o dobro do registrado nos Estados Unidos, o triplo da Europa e o quádruplo da China. O integrante da AEB diz que seria admissível suportar, no máximo, um custo logístico de até 5% do PIB.
Castro lamenta que são recursos que não implicam benefícios para a sociedade e acrescenta que o Brasil investe muito pouco em infraestrutura para diminuir os impactos desse cenário. O presidente da AEB enfatiza que esse é um dos principais entraves para a exportação, principalmente quanto a produtos manufaturados. “As commodities, que estão com cotações elevadas, ainda conseguem esconder”, frisa.
O gerente executivo de Infraestrutura da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Wagner Ferreira Cardoso, acrescenta que os portos precisam melhorar as suas operações. Além disso, é necessário utilizar mais os modais ferroviário e hidroviário no País. Cardoso recorda que o transporte rodoviário absorve quase 70% do volume de cargas movimentado no Brasil. O representante da CNI também cita como um dos problemas a burocracia dentro do setor logístico.

Melhor Motorista de Caminhão do Brasil realiza neste fim de semana em Sumaré (SP) sua primeira final regional

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A competição Melhor Motorista de Caminhão do Brasil (MMCB), organizado pela Scania, inicia neste fim de semana (2 e 3 de agosto) a busca por seu mais novo campeão. A primeira etapa será realizada em Sumaré (SP), na concessionária Quinta Roda, localizada na Rodovia Anhanguera, nº 21.500, km 114,5. Serão dois dias de provas teóricas e práticas, com início às 07h30, em que os 100 motoristas aprovados competirão entre si, divididos em dois grupos de 50 candidatos, um no sábado e outro no domingo,
Os condutores serão avaliados em quesitos como direção defensiva, direção econômica, leis e regulamentação de trânsito, habilidades ao volante, manobra, itens de segurança e checagem do caminhão.
“A competição visa a avaliar as habilidades dos condutores brasileiros, contribuir com a segurança nas estradas, valorizar o profissional e promover uma condução que alie eficiência à redução de emissão de poluentes, contribuindo para uma cadeia de transporte mais sustentável”, afirma Rodrigo Machado, coordenador do evento.

Fiat e Iveco vão dar férias coletivas a mais de 1.500 funcionários

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Parte dos funcionários da fábrica da Fiat Automóveis, em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, vão ter férias coletivas de 10 dias, a partir do dia 11 de agosto.
De acordo com a assessoria de imprensa da montadora, a medida tem o objetivo de adequar os níveis de estoques à demanda do mercado.
Alguns modelos vão deixar de ser fabricados neste período, por causa da queda nas vendas. Cerca de 10 mil veículos deixarão de ser produzidos neste período. A Fiat não informou quantos funcionários farão parte das férias.
A Iveco, marca de caminhões da montadora italiana, vai suspender três linhas de produção, na fábrica de Sete Lagoas, na Região Central de Minas Gerais, sendo 13 dias úteis no setor de veículos pesados e 10 dias no dos veículos leves.
As férias vão começar no dia 4 de agosto e vão atingir cerca de 1.500 funcionários de um total de mais de 3.700 empregados. Segundo a empresa, a medida foi acordada com o sindicato da categoria. 
As linhas da fábrica de motores e de veículos de defesa vão continuar operando normalmente.

Mercado de ônibus registra baixa demanda

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O mau humor do mercado já atinge o negócio de ônibus, mesmo em um ano com promessas de aumento de demanda por conta da Copa do Mundo e eleições (que sempre trazem expectativas de renovação de frota, principalmente urbana). As empresas da cadeia amargaram uma queda significativa no primeiro semestre e trabalham para minizar o impacto no ano.
Para a fabricante de carrocerias Caio, que tem no segmento urbano 70% do seu faturamento, este deve ser um ano de queda. "A sensação de insegurança causada pelos protestos e o achatamento tarifário impedem que os empresários assumam compromissos de renovação de frota", afirma o diretor industrial da marca, Maurício da Cunha.
Segundo o executivo, a Caio registrou queda de 15% das vendas no primeiro semestre e a projeção é repetir o desempenho no fechamento de 2014. "Acreditamos que o cenário será difícil até o primeiro semestre do ano que vem", acrescenta Cunha.
O mercado de ônibus é dividido em quatro segmentos: urbano (que representa cerca de 40% dos emplacamentos), rodoviário e fretamento (16%), microônibus (14%) e escolar (30%). Este último teve início em meados de 2007, quando o governo federal implementou o programa "Caminho da Escola", que subsidia a compra, pelas prefeituras, de veículos em áreas rurais. Em 2013, houve a compra de 10 mil ônibus para este fim. "No entanto, neste ano o governo reduziu o ritmo das licitações", pondera Cunha.

Redução da demanda na América Latina leva MAN a cortar projeção de vendas em 2014

30 de julho de 2014 Category : , 0

A alemã MAN cortou sua projeção de vendas para o ano inteiro depois que o enfraquecimento da demanda por caminhões e a queda nos pedidos em grandes mercados na América do Sul afetaram seus negócios.
As vendas do grupo no segundo trimestre despencaram 12 por cento para 3,6 bilhões de euros (4,8 bilhões de dólares), enquanto a receita na divisão de caminhões na América Latina caiu 17 por cento por causa da desaceleração do crescimento no Brasil e o enfraquecimento do real, disse a MAN nesta quarta-feira.
A companhia controlada pela Volkswagen, líder de mercado na maior economia da região para caminhões pesando 5 toneladas métricas ou mais, está se preparando para uma queda "substancial" no lucro na América Latina depois que os pedidos trimestrais despencaram 17 por cento.
A MAN, que também fabrica turbinas e motores movidos a diesel, disse agora esperar que as vendas do grupo caiam para significativamente abaixo dos 15,7 bilhões de euros registrados no ano passado. Três meses atrás, a MAN havia projetado que as vendas cairiam apenas levemente abaixo dos resultados de 2013.