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Concessionária que administrar BR-163/230/MT/PA terá que melhorar acessos aos portos no Pará

Reprodução

Edital de concessão da BR-163/230/MT/PA prevê melhorias em acessos de três portos do Pará

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou e publicou na última semana, o edital de concessão do sistema rodoviário composto pelas BR-163/230/MT/PA, considerado hoje um dos principais corredores para o escoamento da produção agrícola no país. 

Além da manutenção, conservação, prestação de serviços aos usuários e cobrança de pedágios, a concessionária que vencer a licitação para a exploração dos trechos ao longo dos próximos 10 anos, também será responsável por solucionar um novo gargalo logístico que ganhou força especialmente nas últimas duas safras de grãos: filas quilométricas de caminhões nos acessos aos portos do Pará. 

Com a conclusão da pavimentação dos últimos 50 quilômetros da BR-163/PA em 2019, o fluxo de caminhões em direção aos portos de  Miritituba, Itapacurá e Santarenzinho foi otimizado, graças a redução do tempo de viagem com o fim dos tracionais atoleiros que marcavam o trecho. Entretanto, na safra de 2019/2020 e agora na de 2020/2021, o fluxo elevado e otimizado de caminhões na região se transformou em um desafio logístico, especialmente no início da colheita e escoamento.


Em fevereiro deste ano, cerca de 3.000 caminhões carregados de soja formaram uma fila quilométrica no entroncamento das rodovias BR-163/PA e BR-230/PA. A situação se tornou recorrente em virtude de um curto trecho sem pavimentação e incapaz de suportar o fluxo de veículos pesados que seguem em direção as estações de transbordo da região.


Para evitar que a situação se repita e se agrave cada vez mais nas próximas colheitas, o edital de concessão da BR-163/230/MT/PA, prevê que a concessionária vencedora da licitação será responsável por promover melhorias em cerca de 40 quilômetros de acessos aos três portos paraenses, sendo 8,30 km em Miritituba, 14,50 km em Itapacurá e 16,52 km em Santarenzinho. As melhorias, classificadas como principais obras a serem realizadas, são apontadas como uma das soluções para as filas. 

Ao longo dos 10 anos de exploração do sistema rodoviário da BR-163/230/MT/PA, a ANTT prevê um investimento total de R$ 3,06 bilhões, sendo, R$ 1,87 bilhões em melhorias nos trechos rodoviários e R$ 1,19 bilhões para suprir os custos operacionais.


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