Tanques compartimentados: Qual a melhor sequência?

Alguns segmentos do transporte de líquidos a granel não dão a devida importância ou desconhecem que as sequências de carregamentos, como no caso da coleta de leite de fazenda em fazenda, e descarregamentos, como no caso dos tanques para entrega de combustíveis nos postos, podem afetar a segurança no transporte.

Além do movimento do líquido quando há espaço vazio (ou seja, com compartimento parcialmente cheio como no caso da coleta do leite), a sequência de carregamento ou descarregamento dos compartimentos também influencia a dirigibilidade do veículo e deve ser planejada pelo embarcador e pelo condutor.


Enquanto o veículo trafega com alguns compartimentos cheios e outros vazios, a distribuição de peso entre os eixos é afetada. Desse modo poderão ocorrer dificuldades na dirigibilidade, com riscos de acidentes.

Uma forma de minimizar esses efeitos é sequenciar o carregamento ou descarregamento de modo a garantir sempre o máximo de equilíbrio de peso possível durante o trajeto. No exemplo abaixo: uma sequencia de carregamento para caminhão de coleta de leite com 3 compartimentos:

No entanto, uma vez identificado que o volume planejado não será suficiente para completar os 3 compartimentos (comum na coleta de leite), a carga parcial deve ser mantida no 2º compartimento.


E ainda existem regras “universais”: trafegar com CVC do tipo bitrem, rodotrem ou Romeu e Julieta, com a 1ª unidade vazia e a 2ª carregada é extremamente perigoso. A dirigibilidade do conjunto estará comprometida e ocorrerá um aumento do efeito “amplificação traseira” ou "efeito chicote". Por isso, essa configuração deve ser proibida. 

Caso haja necessidade, pode-se eventualmente trafegar com a 1ª unidade carregada e a 2ª vazia, como acontece na coleta do leite. Mas o inverso, nunca.
ARTIGO: Eng. Rubem Penteado de Melo

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