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Medida faz parte da implementação da Lei do Combustível do Futuro; Testes incluem avaliações mecânicas e físico-químicas em motores
Desconsiderando totalmente o atual perfil da frota brasileira de caminhões, que conta com uma idade média de 15 anos, segundo os dados mais recentes levantados pela Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), o Governo Federal, por meio do Ministério de Minas e Energia (MME) autorizou o início de testes com percentuais ainda mais elevados de biodiesel misturado ao tradicional óleo diesel.
A medida está prevista na Portaria Normativa MME nº 133/2026, publicada no último dia 19 de maio e que institucionaliza o Plano de Testes de Avaliação da Viabilidade Técnica do uso de óleo diesel com teores de biodiesel superiores a 15% e de até 25%.
Os testes incluem avaliações mecânicas e físico-químicas em motores representativos da frota diesel nacional, com análises de desempenho, emissões, durabilidade, compatibilidade de materiais, estabilidade do combustível e comportamento em condições críticas de armazenamento e operação.
Construído de forma colaborativa, o Plano de Testes reúne representantes do Governo do Brasil, montadoras, fabricantes de motores, produtores e distribuidores de combustíveis, laboratórios, universidades, instituições de pesquisa e representantes dos consumidores. O objetivo é garantir segurança técnica, confiabilidade e rastreabilidade dos resultados obtidos durante os ensaios.
Para o Governo Federal, a medida representa mais um avanço na implementação da Lei do Combustível do Futuro e estabelece as diretrizes técnicas para subsidiar futuras decisões sobre a ampliação da mistura de biodiesel no diesel comercializado no país.
O contínuo aumento no percentual de biodiesel não é visto com bons olhos por grande parte do setor transportador e impacta principalmente a categoria de autônomos, especialmente devido aos custos de manutenção mais elevados e menor vida útil de componentes, como por exemplo, filtros, bombas e bicos injetores.
