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Tanqueiros em greve: Postos registram filas e falta de combustível em Minas Gerais

SindTaque/Divulgação
A paralisação das atividades por tempo indeterminado, deflagrada pelos transportadores de combustíveis de Minas Gerais, popularmente conhecidos como tanqueiros, já provoca reflexos em diversas cidades e regiões do estado. A sexta-feira (26) foi marcada por filas quilométricas nos postos, aumento de preços e falta de combustíveis.


Já nas primeiras horas da manhã, postos de Belo Horizonte e da região metropolitana, já registravam um fluxo de clientes acima da média normal, fato que também se repetiu no interior do estado, especialmente em cidades do Vale do Aço, Zona da Mata e região Central. Já no início da tarde, outros reflexos da corrida aos postos começaram a ser registrados, como por exemplo, engarrafamentos e falta de combustíveis. 

Mais cedo, o Minaspetro, sindicato que representa os cerca de 4,5 mil postos de combustíveis do estado, afirmou que a greve "está afetando o abastecimento dos postos" da Grande BH, que estão "com dificuldades para fazer pedidos juntos às distribuidoras de combustíveis e abastecer os caminhões próprios nas bases, em virtude do bloqueio da entrada e saída de veículos pelos grevistas".

Cristiane Mattos/O TEMPO


Polícia Militar acompanha manifestações
Também na manhã desta sexta-feira (26), o Governo de Minas Gerais divulgou uma nota afirmando que a Polícia Militar de Minas Gerais acompanha as manifestações dos transportadores de combustível, afim de garantir a fluidez no trânsito e a segurança nos locais em que os caminhões estão parados.

Viaturas e equipes da corporação também patrulham o entorno da Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), para garantir que os motoristas que transportam combustíveis e que não aderiram à paralisação mantenham suas atividades.

PMMG/Divulgação
Reinvindicação dos tanqueiros
A paralisação da categoria tem como principal objetivo, reivindicar uma redução de 3% na alíquota do ICMS cobrado sobre o litro do óleo diesel. Atualmente, Minas Gerais possui uma das alíquotas mais altas do Brasil sobre os combustíveis, sendo, 31% para a gasolina, 16% para o etanol e 15% para o óleo diesel.

“O descaso, a falta de sensibilidade do governo estadual para com o setor e o aumento no preço do combustível é inadmissível. Por isso, a paralisação é inevitável. A luta pela redução do ICMS do diesel em Minas completou uma década, e no atual governo não houve nenhum avanço nas negociações”, disse o presidente do Sindicato das Empresas Transportadoras de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (SindTaque), Irani Gomes.

“São mais de 2 mil caminhoneiros participando, 100% da categoria aderiu à paralisação. Estamos aguardando um posicionamento do Governo de Minas. Enquanto não se manifestar, a greve dura por tempo indeterminado”, afirma.

Jair Amaral/EM/D.A Press
Posicionamento do Governo de Minas
Presente em uma reunião na Assembleia Legislativa, o governador do Estado, Romeu Zema (NOVO), comentou sobre o ICMS, não descartou uma redução na cobrança, mas lembrou que o estado está "quebrado".

"Para esse valor ser reduzido, depende de lei. Um estado que está quebrado teria grandes dificuldades de abrir mão de receita, mas é algo a ser analisado. O que nós queremos a longo prazo é que, com as finanças em equilíbrio, possamos ter alíquotas menores. Esse é o nosso sonho", disse na ocasião.

Por meio de nota, o Governo de Minas também comentou sobre os recentes aumentos nos preços dos combustíveis, destacando que não foram provocados pelo ICMS, mas pela atual política de preços adotada pela Petrobras. 

Confira a nota na íntegra: 
“O estado reafirma seu compromisso de não promover o aumento de nenhuma alíquota de ICMS até que seja possível começar a trabalhar pela redução efetiva da carga tributária. No momento, em virtude da situação financeira do estado, a Lei de Responsabilidade Fiscal exige uma compensação para aumentar receita em qualquer movimento de renúncia fiscal, o que não torna possível a redução da alíquota.

Informamos ainda que o Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final (PMPF) é atualizado mensalmente levando-se em consideração os preços praticados pelos postos revendedores em todas as regiões do Estado. O resultado da pesquisa realizada pela Secretaria de Fazenda é baseado nas Notas Fiscais emitidas por 4.272 postos revendedores distribuídos em 828 municípios mineiros.

Sobre a manifestação realizada ontem na Cidade Administrativa, o Governo esclarece que esteve disponível para ouvir as demandas dos tanqueiros, mas não houve pedido de reunião por parte dos manifestantes”.


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2 Comentários

  1. Ta difícil pra sobreviver e aumento em cima de aumento e tanto impostos pra nada vc e roubado na cara dura estados e União precisa de reforma tributária urgente

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  2. Vamos ver ate qdo aguentam se nao vao amarelar!...nao tenho mais confiança na classe dos caminhoneiros...basta alguem chegar e passar um melzinho na boca e eles abrem as pernas

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