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Pode faltar combustível: Tanqueiros de Minas Gerais iniciam greve por tempo indeterminado

Reprodução
Após carreata realizada nesta quinta-feira, 25 de fevereiro, transportadores de combustíveis de Minas Gerais, popularmente conhecidos como tanqueiros, decidiram paralisar as atividades por tempo indeterminado. A decisão foi tomada em assembleia realizada pelo Sindicato das Empresas Transportadoras de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (SindTanque).

De acordo com o presidente da entidade, Irani Gomes, mais de 3 mil caminhoneiros aderiram ao movimento. "Realizamos a assembleia, e eles mantiveram a decisão de ficarem parados. Ninguém vai carregar combustível", disse em entrevista ao jornal O Tempo.

A paralisação da categoria tem como principal objetivo, reivindicar um redução de 3% na alíquota do ICMS cobrado sobre o litro do óleo diesel. Atualmente, Minas Gerais possui uma das alíquotas mais altas do Brasil sobre os combustíveis, sendo, 31% para a gasolina, 16% para o etanol e 15% para o óleo diesel.

“Os principais Estados que também estão na cadeia forte do combustível como Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo possuem uma alíquota de 12%, menor do que é cobrado em Minas Gerais. Hoje a gente sofre muito com isso. Hoje tem mais de 1.500 caminhões deixando de carregar e descarregar combustível e não teremos entrega”, explicou Irani.

Ainda segundo o sindicalista, a paralisação pode acarretar em breve a falta de combustíveis nos postos mineiros. "A qualquer momento, a partir de amanhã (26), pode começar a faltar combustível nos postos e aeroportos", concluiu.


Posicionamento do Governo de Minas Gerais
Em nota divulgada mais cedo, o Governo do Estado de Minas Gerais afirmou que as recentes alterações no preço dos combustíveis não foram provocadas pelo ICMS, mas em virtude da política de preços praticada pela Petrobras. No documento, o Governo também reiterou o compromisso de não promover nenhum aumento na alíquota de ICMS até que seja possível começar a trabalhar pela redução efetiva da carga tributária.

"No momento, em virtude da situação financeira do estado, a Lei de Responsabilidade Fiscal exige uma compensação para aumentar receita em qualquer movimento de renúncia fiscal, o que não torna possível a redução da alíquota. A Secretaria de Fazenda esclarece ainda que o ICMS corresponde a 31% para gasolina, 16% para o etanol e 15% para o diesel, do preço total dos combustíveis", diz a nota.

Com informações: O Tempo

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