Entidades negam possibilidade de nova greve de caminhoneiros

Após milhares de especulações, inúmeros áudios e textos divulgados em redes sociais e aplicativos de troca de mensagens e filas quilométricas em postos de combustíveis de todo o país, entidades ligadas ao transporte rodoviário de cargas voltaram a negar a possibilidade uma nova greve nacional de caminhoneiros. 

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Apesar de inúmeros motivos para uma nova mobilização, como por exemplo, aumento expressivo do óleo diesel na última sexta-feira (31) e descumprimento reiterado do tabelamento do frete atrelado a uma ausência constante de fiscalização por parte da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), as entidades afirmam que neste momento o diálogo, as negociações e cobranças devem prevalecer neste momento e que uma nova paralisação não é o melhor caminho. 
"Quem diz que vai haver uma outra greve definitivamente não quer o bem do setor", afirmou Claudinei Pelegrini, presidente da Fecam (Federação dos Caminhoneiros Autônomos do Estado de São Paulo), em entrevista ao Portal R7.
"São áudios de intervencionistas. Nós não discutimos mais com o governo Temer, que está terminando. Se houver qualquer debate, será com o próximo presidente", diz. "O que nós não podemos aceitar é que, num momento importante como este, em que observamos verdadeiras mudanças no setor do transporte de cargas, pessoas alheias à nossa área usem os caminhoneiros como massa de manobra para pressionar os políticos", completou o presidente da Fecam.
Também em conversa com o Portal R7, o presidente da Fenacat (Federação Nacional das Associações de Caminhoneiros e Transportadores), Luiz Carlos Neves, concordou que a possibilidade de greve é remota: "Eu também recebi esses arquivos, mas não existe nada de concreto. Há discordâncias dentro da categoria e eu não acho que esse seja o momento de parar. O Temer sancionou as leis em relação àquilo que foi reivindicado". 
Já a Associação Brasileira dos Caminheiros (Abcam) se pronunciou por meio de nota e afirmou que não apoia uma eventual nova paralisação e acrescenta que não há indicativo de nova greve por parte dos caminhoneiros.
De acordo com o presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), Diumar Bueno, não há chance de paralisação entre os associados da entidade. Em declaração ao G1, o presidente da entidade afirmou ainda que nenhuma entidade sindical que coordenou e participou do movimento anterior está se organizando para uma paralisação.
Diante disso, a CNTA e a Abcam reiteram desconhecer uma entidade cujo nome aparece em imagens que circulam nas redes sociais. Nessa imagem, a União dos Caminhoneiros do Brasil (UDC) anuncia paralisação em até 10 dias, contatos a partir de 30 de agosto.
Em Minas Gerais, o Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga do estado classificou a ameaça de nova greve de boato, em conversa com o Jornal Estado de Minas
“Até onde eu sei isso tudo é boato, ninguém do nosso grupo está organizando qualquer tipo de greve. Também estou recebendo esse tipo de notícia, mas, para mim elas são falsas”, ressaltou o presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga de Minas Gerais, Antonio Vander Silva Reis.
Segundo ele, a Federação dos Caminhoneiros também não está envolvida. “Toda a situação está sendo negociada com o governo, agora basta a ANTT soltar a nova tabela do frete corrigida, então não vejo motivo para greve até que saia essa tabela para alguém fazer isso”, concluiu. 
Manifestação em Brasília
Ao contrário de tudo divulgou neste final de semana nas redes sociais, aplicativos de troca de mensagens e grandes portais de notícia, o que realmente está previsto é uma manifestação em frente a sede da ANTT em Brasília no dia 12 de setembro. 
A manifestação pacífica organizada por algumas identidades tem como principal objetivo pressionar e cobrar do órgão federal uma fiscalização eficaz e rigorosa quanto ao tabelamento do frete, que segue sendo descumprido por milhares de empresas e embarcadores. 

Tanqueiros declaram estado de greve em Minas Gerais 
Outra informação que realmente está confirmada é o estado de greve declarado pelo Sindicato dos Transportadores de Combustíveis e Derivados do Petróleo de Minas Gerais (Sinditanque-MG). 
De acordo com o presidente da entidade, Irani Gomes, os líderes da categoria iniciarão conversas com o governo federal para que seja garantido o cumprimento da tabela mínima do frete. "Não significa que vamos parar totalmente, mas, se eles se negarem a cumprir a lei, haverá esse risco, sim", explicou o presidente, que emendou: "não é um acordo que estamos pedido, mas o cumprimento de uma lei que está em vigor desde o dia 8 de agosto", declarou ao Hoje em Dia
A entidade cobra ainda um posicionamento das distribuidoras de combustíveis e da Petrobras em relação ao expressivo aumento no preço do óleo diesel colocado em prática na última sexta-feira (31).

LEIA: Tanqueiros de Minas Gerais declaram novo estado de greve

TEXTO: Lucas Duarte

Blog Caminhões e Carretas 
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