Denatran confirma proibição e ilegalidade semirreboques LS com 4º eixo

O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) publicou no Diário Oficial da União (DOU) do dia 5 de março a Portaria nº 38/2018, que substitui Portaria nº 64, de 24 de março de 2016 e estabelece 60 modificações permitidas em veículos.
Destaca-se na Portaria nº 38/2018 o item 42, que permite a suspensão/inclusão ou exclusão de eixo veicular auxiliar, eixo direcional ou eixo auto direcional em caminhões, cavalos-mecânicos, ônibus, reboques e semirreboques. Entretanto, a inclusão deve seguir as orientações da Observação nº 6 da mesma portaria, que traz a seguinte redação: 

"Deverá ser observado as configurações de veículos e as combinações de veículos de transporte de carga e de passageiros, constantes do Anexo da Portaria DENATRAN nº 63, de 31 de março de 2009, e suas sucedâneas, com seus respectivos limites de comprimento, peso bruto total (PBT) e peso bruto total combinado (PBTC), conforme Resolução nº210/06 e suas sucedâneas."

Diante desta observação verifica-se que no caso dos semirreboques LS a inclusão de um ou mais eixos será considera legal somente quando o implemento modificado atender as combinações de veículos de carga (CVC's) estabelecidas no anexo da Portaria nº 63/2009 e respeitar os limites de peso e comprimento, conforme tabela abaixo: 
Portanto verifica-se na tabela que o semirreboque com 4 eixos não é homologado para o transporte rodoviário de cargas (não consta), caracterizando assim a ilegalidade da modificação e circulação do mesmo. 
A recente publicação da Portaria nº 38/2018 abre a possibilidade ainda para a invalidação de liminares judiciais concedidas a transportadores, autorizando a inclusão, homologação e circulação de cavalos-mecânicos acoplados a semirreboques com 4 eixos.  
Apesar de não serem fornecidos pelas implementadoras, o semirreboque com 4 eixos voltou a figurar nas rodovias de todo o país principalmente no segmento de transporte de grãos, graças a adaptações feitas por diversas empresas, com custo médio de R$ 20 mil. Fatores como dúvidas sobre a legalidade, possibilidade de liminares judiciais e a crise econômica que reduziu significativamente o valor do frete, foram apontados como justificativa para o crescente interesse e uso da configuração nos últimos anos. 

Confira na íntegra a Portaria nº 38/2018: CLIQUE AQUI 
Confira na íntegra a Portaria nº 63/2009: CLIQUE AQUI 

TEXTO: Lucas Duarte
Blog Caminhões e Carretas 
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1 comentários:

  1. Eu acho que já passou da hora do DENATRAN rever essas opções de CVC. Por interesse de certos segmentos, que costumavam ser penalizados pelo excesso de peso nas configurações anteriormente disponíveis, homologaram o super rodotrem podendo ter 10 ou 11 eixos.
    Outras empresas, por modificação, embora lembro da Guerra e outro fabricante ofertarem LS com quatro eixos, sendo um autodirecional, permanecem fora da lei porque querem como há empresas que de alguma forma obtiveram AET e solicitaram avaliação para homologar o cavalo bitruck com semirreboque de três eixos distanciados, que a tabela acima também não contempla. O mais próximo é o bitruck com semirreboque 1+2 (um eixo distanciado autodirecional).

    Na Nova Zelândia, há bastante semirreboques LS com quatro eixos, o último eixo é direcional. Aqui, pranchas com quatro e cinco eixos, tendo capacidade de carga por eixo superior as configurações convencionais, são homologados e nem sempre há eixos direcionais nesses conjuntos. A grande maioria não tem.

    Se o problema é o arrasto, force o emprego de mais eixos direcionais. Em alguns países da Europa, há semirreboques com quatro eixos distanciados, mas ao menos dois são direcionais.

    Eu não vejo interesse é ter configurações como existem nos EUA onde um único semirreboque pode ter oito eixos. Por que não seguir exemplos vistos em países europeus, pois tecnologia já existe aqui dependendo apenas usá-la?

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