Votação da tabela mínima do frete é adiada para a próxima semana

A votação que estava prevista para hoje na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados, do Projeto Lei 528/2016  que prevê a criação de uma Política de Preços Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas foi adiada por duas sessões. 
A votação do projeto de lei foi retirada da pauta de hoje após um pedido de vistas (análise) do deputado da base governista Edinho Bez (PMDB-SC). O adiamento da votação frustou dezenas de caminhoneiros que participaram das manifestações ontem (29) e hoje (30) na capital federal. Os caminhoneiros ficaram concentrados no Estádio Mané Garrincha e contaram com a liderança do Movimento Independente União do TRC. 


As manifestações e carreatas realizadas nos dois dias tinham como objetivo pressionar o governo a aprovar em caráter de urgência a votação do tabelamento mínimo do frete e tornar obrigatória aplicação da tabela. Gilson Baitaca, um dos lideres do movimento comentou o adiamento da votação da PL 528/2016, "Um deputado da base governista chegou, pediu vistas, foi embora e nem continuou acompanhando o que estava acontecendo".
Com o adiamento da votação os caminhoneiros decidiram deixar a capital federal, porém foi declarado estado de greve até a próxima semana. A decisão não significa que rodovias serão bloqueadas, mas representa um aviso do que pode acontecer caso o tabelamento do frete seja negado na próxima semana. A previsão é de que a nova votação ocorra na próxima quarta-feira (7). 
Mesmo diante do adiamento, diversos caminhoneiros ainda acreditam na aprovação do tabelamento mínimo do frete, muitos reforçam ainda que semana que vêm será a última chance para a aprovação, pois o recesso parlamentar se aproxima. 
Após o encerramento da comissão, o deputado autor da PL 528/2016, Assis do Couto, se reuniu com os caminhoneiros em Brasília e revelou que as decisões só são tomadas sob pressão, ressaltando assim a importância dos caminhoneiros em Brasília e nos demais pontos de de manifestações pelo Brasil. 

LEIA: O que é o tabelamento mínimo do frete?

TEXTO: Lucas Duarte
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