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West Cargo investe na formação de mulheres motoristas

Carreta rosa da West Cargo
Divulgação

Com formação prática, custeio da mudança da CNH C para E e preparação para viagens de longa distância, Projeto Comando Rosa reduz barreiras de entrada das mulheres na profissão

O número de mulheres motoristas ainda é baixo no transporte rodoviário de cargas brasileiro. Segundo dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) até o final de 2024, o país tinha 713.229 motoristas de caminhão com vínculo formal, dos quais apenas 7.567 eram mulheres, o equivalente a 1,06% do total.


Em paralelo, a dificuldade para contratar novos profissionais tem pressionado cada vez mais as empresas. Segundo um levantamento realizado pela NTC&Logística neste ano, 88% das transportadoras já enfrentam dificuldades para contratar motoristas ou agregados.


Diante desse contexto que a West Cargo criou o Projeto Comando Rosa, voltado à formação e à valorização das mulheres motoristas. A iniciativa busca reduzir algumas das barreiras identificadas pela empresa para a entrada dessas profissionais em operações de maior complexidade, como acesso à capacitação, experiência com veículos pesados e condições de segurança durante viagens de longa distância.


Um dos principais caminhos é o Programa Motorista Trainee. A empresa seleciona profissionais habilitadas na categoria C e oferece uma trilha de desenvolvimento com treinamento interno, acompanhamento de motoristas instrutores e participação progressiva em diferentes operações. A formação inclui direção preventiva e defensiva, telemetria e preparação para o manuseio de carretas. Ao final do processo, a West Cargo custeia integralmente a mudança da CNH da categoria C para a E.

“Identificamos que muitas mulheres já possuem habilitação e experiência com caminhões menores, mas encontram poucas oportunidades para avançar até a carreta. O objetivo foi criar esse caminho dentro da própria empresa, dando formação, acompanhamento e condições para que elas possam evoluir profissionalmente com segurança”, explica Luigi Rosolen, diretor da West Cargo.
 

A preparação também considera a rotina fora da cabine. A empresa mapeou pontos de parada nas principais rotas com estrutura adequada para atender as motoristas e desenvolveu treinamentos específicos de segurança. As ações se somam aos recursos já utilizados pela transportadora, como monitoramento, rastreamento, câmeras, telemetria e capacitação contínua.

Atualmente, a West Cargo possui quatro motoristas mulheres e trabalha com a perspectiva de ampliar gradualmente essa participação. Durante o projeto, o número total de mulheres na empresa dobrou, com presença em todos os departamentos.

A primeira motorista a concluir integralmente a formação foi Andreia Cardoso. Ela participou do programa, passando por treinamento interno, operações de coleta e entrega e preparação para condução de veículos pesados.


“Minha trajetória foi construída passo a passo. O apoio de colegas, instrutores e profissionais qualificados foi essencial para ganhar segurança e confiança. Aprendi também que ninguém sabe tudo nessa profissão e que precisamos buscar conhecimento todos os dias, entender as tecnologias, os veículos e as diferentes operações”, conta Andreia.

Como reconhecimento pela conclusão do programa, a profissional passou a conduzir uma carreta 100% rosa, a primeira da história da West Cargo com uma identidade visual diferente do padrão tradicional da frota. A empresa também participa de iniciativas como A Voz Delas, da Mercedes-Benz, e Vez & Voz – Mulheres no TRC, criado pelo SETCESP, movimentos que atuam na valorização e ampliação da presença feminina no transporte.
 
Para Andreia, a experiência também pode incentivar outras profissionais a considerar uma carreira nas estradas. “Não tenham medo dos desafios e não permitam que ninguém diga que esse lugar não é para vocês. O transporte tem muitas oportunidades. É preciso trabalhar com responsabilidade, buscar informação, ter humildade para aprender e acreditar que é possível construir uma trajetória aqui.”



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