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Falta de caminhoneiros: West Cargo investe na formação de motoristas carreteiros

Scania R 450 4x2 com carreta baú da West Cargo
West Cargo/Divulgação

Programa Motorista Trainee Carreteiro cobre todos os custos de mudança da categoria da CNH e fornece toda a capacitação necessária para novos motoristas carreteiros

Com a perda de 1,1 milhão de motoristas profissionais habilitados nas categorias C, D e E nos últimos 10 anos, segundo os números oficiais da Secretaria Nacional de Trânsito (SENATRAN), a falta de caminhoneiros segue desafiando dia após dia o transporte rodoviário de cargas brasileiro.


Diante desse cenário, empresas do setor têm buscado alternativas que vão além da contratação de profissionais já experientes. A formação de novos condutores, o desenvolvimento interno, a valorização da carreira e a criação de mecanismos de retenção passaram a fazer parte da estratégia operacional das transportadoras que precisam garantir segurança, produtividade e continuidade das operações.


Na West Cargo, a formação de novos motoristas é apoiada pelo Programa Motorista Trainee Carreteiro, um projeto que cria uma trilha de crescimento para profissionais que já atuam na condução de veículos menores. A iniciativa da empresa custeia todo o processo de mudança de categoria da CNH, passando da categoria C para E, e dá continuidade à formação com treinamento interno, acompanhamento de instrutores, cursos específicos e avaliações práticas. Ao final do processo, o profissional que estiver preparado pode avançar para a função de motorista carreteiro, ampliando suas possibilidades de desenvolvimento e crescimento dentro da própria empresa.
 
De acordo com Luigi Rosolen, diretor da West Cargo, formar motoristas dentro da própria operação permite desenvolver profissionais mais alinhados aos padrões de segurança e eficiência da empresa. “Quando capacitamos o motorista internamente, conseguimos prepará-lo para as características específicas de cada operação. Isso é positivo para a segurança da empresa e também para o próprio profissional, porque ele aprende boas práticas desde o início e passa a ter condições de evoluir na carreira”, afirma.

 
A empresa também conta com apoio da FABET para ampliar a formação de profissionais. Segundo Rosolen, a proposta é criar uma ponte entre motoristas que já conhecem a rotina do transporte e a possibilidade de avançar para a condução de carretas, com maior qualificação e remuneração proporcional às novas responsabilidades. “A West Cargo está ampliando as possibilidades para que um profissional de veículo menor receba treinamento adequado e eficaz para conduzir carretas. Isso contribui para incluir mais pessoas nessa categoria e abrir novas oportunidades de crescimento”, explica.


A retenção também passa por políticas permanentes de reconhecimento. A West Cargo mantém um programa de premiação baseado em indicadores de telemetria, que avaliam critérios como condução segura, economia de combustível, produtividade, cumprimento de procedimentos e direção responsável. Ao todo, cerca de R$ 180 mil são distribuídos anualmente em bonificações por desempenho, além da prioridade na entrega dos caminhões mais modernos aos motoristas mais bem avaliados.
 
Para Rosolen, remuneração, reconhecimento e capacitação precisam caminhar juntos. “A valorização dos motoristas na West Cargo acontece em várias frentes, com remuneração acima da média de mercado, premiações por segurança e economia de combustível, veículos mais econômicos e confortáveis e treinamentos que realmente ensinam o profissional a alcançar esses resultados”, destaca.
 
A estratégia reforça uma mudança de visão no setor. Em vez de apenas disputar uma mão de obra cada vez mais escassa, a formação de novos motoristas permite criar uma base profissional mais preparada, segura e alinhada à realidade das operações. Para a West Cargo, esse caminho contribui para a continuidade do transporte rodoviário, a valorização da categoria e a melhoria da segurança nas estradas.



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