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Álvaro Damião defende redução da velocidade máxima de caminhões de 90 km/h para até 60 km/h no trecho de Nova Lima (MG); Prefeitura de BH prepara reunião com órgãos federais e concessionária
Com objetivo de reduzir o número de acidentes graves, especialmente envolvendo veículos de carga, no Anel Rodoviário de Belo Horizonte (MG), principal e única ligação entre as rodovias BR-040 e BR-381, a Prefeitura da capital mineira anunciou na última sexta-feira (15), uma série de obras e uma fiscalização rigorosa sobre a circulação de caminhões.
Além das intervenções no trecho rodoviário que agora é de responsabilidade do município, o prefeito de BH, Álvaro Damião (União Brasil - MG) também afirmou em coletiva de imprensa, que deseja reduzir a velocidade máxima de caminhões na BR-040/MG, no trecho conhecido como região do Mutuca, na altura de Nova Lima (MG).
"Vamos conversar agora, porque aí não depende só da prefeitura, depende da empresa que tem a concessão da 040, para que a gente possa diminuir a velocidade também naquela região do Mutuca. Por que? Porque ali é 110 km/h para carros pequenos e 90 km/h para veículos pesados", afirmou Álvaro Damião. "A pessoa não conhece a cidade e vem a 90 km/h naquela toada dele ali, de repente ele só vai fazer uma curva e entrar para o Anel Rodoviário. Então na cabeça dele pode ser que ele pense que é a mesma coisa. Então ele continua nos 90 km/h para depois chegar nos 60 km/h e aí ele tem que apertar o freio de uma hora para outra e ele pode perder o freio inclusive por isso", completou.
A expectativa do Prefeito é reduzir dos atuais 90 km/h para até 60 km/h. Entretanto, a medida esbarra no fato de que o trecho da BR-040 é de responsabilidade federal e atualmente é administrado pela Concessionária EPR Via Mineira. Para isso, Álvaro Damião planeja uma reunião entre órgãos municipais, estaduais, federais e a própria concessionária.
"Nós queremos mudar junto e em parceria com a empresa lá em cima [Mutuca]. Já colocar lá em cima colocar 70 km/h ou 60 km/h, para que ele saiba que aquela via ali, toda ela é 70 km/h ou 60 km/h. E mais, sinalizar tudo ali para cima. A gente só pode fazer isso se eles permitirem, porque o espaço não é da prefeitura", afirmou Álvaro Damião.
Fiscalização rigorosa de caminhões
Sem dúvidas, uma das medidas mais polêmicas anunciadas pelo governo municipal de repercussão negativa em todo o país, é a proibição total da circulação de caminhões nas faixas 1 (esquerda) e 2 (central), no trecho entre o entroncamento com a BR-356/BR-040 e o pontilhão ferroviário do bairro Betânia.
Com a medida, todos caminhões, independentemente das dimensões, peso e de estarem ou não carregados, serão obrigados a percorrerem o trecho exclusivamente na faixa 3 (direita). Segundo o prefeito de BH, a fiscalização rigorosa será feita por meio de câmeras e radares.
Novas áreas de escape
Além da fiscalização mais rigorosa sobre os caminhões, a PBH também anunciou a construção de duas novas áreas de escape no trecho mais perigoso do Anel Rodoviário. A previsão é de que os novos dispositivos de segurança sejam implantados nos quilômetros 540 e 539 da descida do bairro Betânia.
Segundo o prefeito, a previsão é de cada área de escape custe entre R$ 10 milhões e R$ 15 milhões. Já os recursos serão da própria prefeitura da capital. Já as obras estão previstas para começarem entre o fim de 2026 e o início de 2027.
Outras obras
A Prefeitura de BH também destinará mais de R$ 180 milhões para obras de conservação, restauração, recuperação e melhorias no pavimento do Anel Rodoviário. Somente com ações de roçada, limpeza e drenagem a PBH afirma que serão R$ 43,4 milhões.
Na quarta-feira (13) foi publicado edital para a contratação de empresa responsável pelo recapeamento no trecho sob responsabilidade da prefeitura. Serão investidos R$ 137,1 milhões com o objetivo é garantir a manutenção contínua da infraestrutura rodoviária, assegurando melhores condições de segurança, durabilidade do pavimento e otimização dos recursos públicos.
Entre os serviços previstos no edital estão instalação de obra, demolições e remoções, trabalhos em terra, drenagem, pavimentação, implantação de galerias celulares e contenções, além de administração local e vigilância. Também estão contempladas intervenções como fresagem, recapeamento asfáltico, reciclagem e reconstituição pontual de camadas do pavimento, reconstrução localizada e implantação de sinalização horizontal.
