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Defasagem em relação ao preço internacional já está em 47%; Petrobras não reajusta preço do óleo diesel no Brasil há 305 dias
A escalada do conflito no Oriente Médio já impacta diretamente o mercado mundial de combustíveis. Com a disparada do barril de petróleo, naturalmente os preços dos combustíveis, especialmente da gasolina e do diesel, tendem a subir em todo o mundo. No Brasil, a atuação situação também gera conflitos econômicos entre refinarias privadas e a própria Petrobras, devido a discrepância de preços cobrados em relação ao mercado internacional.
Dados apurados pela Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), revelam que até essa quinta-feira (5), o preço do óleo diesel no mercado brasileiro já apresentava uma defasagem recorde de 47% em relação ao valor praticado no mercado internacional. Segundo a associação, para que haja uma equiparação de preços, é necessário que a Petrobras eleve o preço do litro do diesel em pelo menos R$ 1,51.
Na tentativa de acompanhar parte dos aumentos de preços no mercado internacional, refinarias privatizadas no Brasil já estão promovendo reajustes de preços. Na Bahia, a Refinaria de Mataripe elevou o diesel em R$ 0,28 o litro na última quarta-feira (4). Já a Refinaria de Manaus (Ream), na Amazônia, subiu o preço do combustível em R$ 0,57 por litro.
Já a Petrobras está há 305 dias sem reajustar o diesel. A última alteração de preços promovida pela estatal ocorreu no dia 06 de maio de 2025, quando o valor do litro do combustível foi reduzido em 4,7% (R$ 0,16 por litro).
