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Preço do frete do soja sobe até 20% com avanço na colheita e fiscalização do piso mínimo

Scania 113H com bitrem graneleiro carregado de soja
Fabio Dalbosco/Facebook

Segundo a ESALQ-LOG, ritmo acelerado de colheita, safra maior e clima favorável tem impulsionado os preços; fiscalização digital da tabela de fretes também tem impactado os valores

O ritmo acelerado na colheita de soja da safra 2025/2026 no estado do Mato Grosso, maior produtor de grãos do País, tem impulsionado o valor do frete para escoamento da produção neste primeiro bimestre do ano. De acordo com os dados do ESALQ-LOG (Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial), somente no mês de janeiro, o preço médio do frete avançou de 15% a 20%, quando comparado com o mesmo período do ano passado.


Na avaliação do Grupo, a tendência de alta no valor do frete também deve se manter ao longo do mês de fevereiro nas principais praças de escoamento de grãos. Já para o restante da safra, as tarifas devem apresentar uma alta média de 8% no Brasil em relação aos valores praticados no anterior


"O ano passado ficou marcado pela concentração da colheita em fevereiro, com picos e fretes elevados a partir daquele mês", explicou Fernando Pauli de Bastiani, pesquisador do ESALQ-LOG. "Apesar dos picos de preços terem variações menores que em 2025, teremos um patamar elevado nos fretes por mais tempo", completou.

Segundo o ESALQ-LOG, a alta no preço do frete é justificada por fatores como, a colheita de 25% da área plantada somente no mês de janeiro, impulsionada pelo plantio na época certa e pelo clima favorável na safra 2025/2026, além da previsão de safra recorde de soja, estimada em 180 milhões de toneladas, 4% a mais que o registrado na safra anterior.


O avanço na fiscalização da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas (PNPM-TRC), popularmente conhecida como tabela de fretes, também tem pressionado para cima os valores de transporte. Desde outubro, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) tem intensificado as ações, especialmente de forma digital. 

"Só em janeiro de 2026, o total superou 35 mil com a fiscalização mais atuante e já foi mais que a metade de todo o ano passado. E a informação da ANTT é que 30% de todas as multas do órgão sejam relativas ao frete", explicou o Grupo.



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