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Dados constam no levantamento realizado pela NTC&Logística; cenário desafiador para o transporte é esperado no restante de 2025
De acordo com os dados mais recentes do Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas da NTC&Logística (DECOPE/NTC), o frete pago no transporte rodoviário de cargas está apresentando uma defasagem média de 10,3% em 2025. No transporte de carga fracionada, onde cargas de múltiplos clientes são compartilhadas no mesmo veículo, a defasagem registrada está na casa de 8,6%, enquanto para carga lotação, na qual a carga de um único embarcador ocupa toda a capacidade do veículo, chega a 11,1%.
Segundo a entidade, a diferença entre o frete recebido e os custos apurados neste ano, bem como a complexidade da cobrança do frete, com os diversos componentes tarifários e taxas complementares, demonstra a dificuldade em recuperar as perdas acumuladas ao longo do tempo. Ainda segundo a NTC&Logística , muitos contratantes ainda não remuneram adequadamente o transportador pelos serviços prestados, pelas situações anormais e pelos serviços adicionais específicos.
"Tais situações acarretam custos adicionais que deveriam ser cobertos por componentes tarifários básicos, como Frete-Valor, GRIS (Gerenciamento de Risco), TSO (Taxa de Seguro Obrigatório) e outras generalidades, que são de vital importância para a saúde financeira da empresa", explica em comunicado.
Cenário desafiador até o fim ano
O ano de 2025 tem sido marcado por forte pressão sobre os custos, devido ao início do processo de transição da reoneração da folha de salários, uma taxa de juros (Selic) em patamar muito elevado de 15,0%; o aumento da adição do Biodiesel ao Diesel, elevando o custo de manutenção dos veículos, e o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), entre outros fatores.
"A elevada taxa de juros no país obriga o transportador a manter atenção na concessão de prazos, que representam um custo financeiro elevado. Este custo deve ser repassado aos contratantes, considerando a negociação da forma de pagamento em cada caso", ressalta a entidade.
Para a NTC, a combinação de todos estes fatores indica um cenário desafiador para o transporte rodoviário de cargas ao longo do restante do ano.