Operação Carga Cara: Polícia Civil de Goiás desarticula esquema que superfaturava fretes em troca de comissões

PCGO/Divulgação

Investigação revela que gerente de empresa de fertilizantes recebia de transportadoras comissões de até R$ 200 mil por mês para fraudar preços de fretes

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Na última quinta-feira, 8 de dezembro, a Polícia Civil, por meio do Grupo Especial de Investigação Criminal (Geic) de Anápolis, deflagrou a Operação Carga Cara. A ação teve como objetivo desarticular um grupo criminoso que superfatura os valores dos fretes em troca de comissões, lesando diretamente uma empresa do ramo de produção de fertilizantes na região.

De acordo com as investigações, o esquema envolve a prática vários crimes de estelionato para fraudar os preços dos fretes, tornando o transporte mais caro para a empresa mediante o pagamento de comissão mensal de até R$ 200 mil para um dos funcionários, neste caso, um dos gerentes da empresa.


"O funcionário era responsável por contratar empresas transportadoras pagando um frete acima do valor de mercado, direcionava esses fretes para determinadas empresas e em troca recebia um valor de comissão", explicou o delegado, Luiz Carlos Cruz.

Além da prisão do principal envolvido no esquema fraudulento, a Operação Carga Cara também resultou no bloqueio de R$ 53 milhões, busca e apreensão em uma casa situada em um condomínio de luxo no município de Anápolis e no sequestro de bens imóveis, sendo um deles uma casa de mais de R$ 1 milhão.

Ainda segundo a Polícia Civil goiana as investigações seguirão sendo aprofundadas. Já o homem preso está à disposição do Poder Judiciário.


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