Senador afirma que lucro da Petrobras deveria ser usado para conter alta no preço dos combustíveis

IVECO/Divulgação

Em pronunciamento, senador Paulo Paim (PT-RS) também se opôs à privatização da Petrobras; Projeto de Lei parado na Câmara cria fundo de estabilização dos preços

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Na última quinta-feira, 12 de maio, o  senador Paulo Paim (PT-RS) demonstrou preocupação com possibilidade de início de estudos para privatização da Petrobras. O início do processo foi relevado em uma declaração do novo ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida.

Durante pronunciamento, o senador lamentou que a medida conte com o aval do governo federal. Para o parlamentar, ao invés de vender a participação acionária na companhia, o governo deveria apoiar a aprovação do PL 1.472/2021, que cria um fundo de estabilização dos preços, a partir dos lucros recebidos pela União como acionista da Petrobras.

Segundo Paim, não é admissível que o consumidor pague mais de R$ 7 pelo litro da gasolina e do diesel, enquanto a Petrobras registrou um lucro líquido de R$ 44,5 bilhões no primeiro trimestre deste ano.


"O Senado aprovou o projeto do fundo de compensação, para segurar a alta do petróleo. Está na Câmara. A Câmara tem de apreciar a matéria. Enfim, privatizar a Petrobras é fazer gol contra o Brasil. Essa empresa pública é patrimônio do povo brasileiro. Ela é fundamental e necessária ao extremo, eu diria, para o crescimento e o desenvolvimento econômico e social do Brasil", disse. 

Paim também citou dados de pesquisa do PoderData em que 54,5% dos brasileiros disseram ser contrários à privatização da Petrobras. Para os entrevistados, não há motivo para vender uma empresa eficiente, localizada num país com muito petróleo. Eles apontaram ainda que o setor gera emprego e renda para o Brasil.


Ainda segundo o parlamentar, após a privatização da Refinaria Landulpho Alves na Bahia, a população do estado passou a pagar até 35% a mais pelo combustível. 

"A Refinaria Alberto Pasqualini, lá em Canoas (RS), está também na mira. O que acontece? Compram a preço vil, demitem trabalhadores e aumentam abusivamente os preços", declarou.

Com informações: Agência Senado

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