Mercado brasileiro de implementos vende mais de 134 mil unidades até outubro

Metalesp/Divulgação

Bom momento da indústria brasileira de implementos rodoviários é confirmado pelo balanço oficial da ANFIR; Entretanto, para a entidade o momento ainda requer cautela

Ainda se recuperando dos desafios impostos pela pandemia de Covid-19 (Coronavírus) e agora driblando uma série de incertezas econômicas e logísticas, o mercado brasileiro de implementos rodoviários chegou ao final do mês de outubro, registrando um novo recorde de vendas no acumulado do ano.

De acordo com o balanço oficial da Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (ANFIR), 134.244 implementos foram entregues em todo o país de janeiro a outubro deste ano, crescimento de 38,22% em relação ao mesmo período de 2020, quando 97.122 unidades foram comercializadas.

“Esse resultado de 10 meses deixa claro como o setor está conseguindo superar os muitos obstáculos que tem surgido em sua jornada de recuperação”, diz José Carlos Spricigo, presidente da ANFIR-Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários, “A meta de 156 mil produtos em 2021 está próxima de ser conquistada.”, completa.

Considerando cada segmento separadamente, nos nove meses do ano foram comercializados 75.213 reboques e semirreboques, crescimento de 40,21% em relação ao mesmo período de 2020, quando foram comercializadas 53.642 unidades. Já o segmento de carrocerias sobre chassi chegou ao fim de setembro com um total de 59.031 unidades comercializadas, alta de 35,77% em relação a 2020, quando foram comercializadas 43.480 unidades.


Momento ainda requer cautela
Apesar do desempenho positivo da indústria de implementos rodoviários, na avaliação da entidade o país ainda encontra-se em um cenário econômico em transformação. “O momento é de cautela porque alguns problemas ainda persistem”, adverte Spricigo.

Dentre os fatores que ainda interferem de maneira negativa no desempenho da indústria, destaca-se a eventual falta de matérias-primas e componentes. “Estamos em constante negociação com fornecedores mas a escassez, mesmo que temporária, afeta o ritmo dos negócios”, explica. 

A elevação dos custos de energia também aflige a indústria brasileira de implementos. “Essa questão só tem uma saída: economizar, equilibrar os gastos para reduzir a conta sem afetar a produtividade”, diz o presidente da ANFIR. 


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