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Operação investiga fraude em exames toxicológicos de caminhoneiros no Tocantins

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Investigações do MPE-TO apontam o envolvimento de autoescolas e laboratórios de dois estados brasileiros

O Ministério Público Estadual do Tocantins (MPE-TO), o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Polícia Civil desencadearam nesta segunda-feira, 5 de julho, uma operação para combater fraudes em exames toxicológicos de motoristas no estado. 

Ao todo, 19 mandados de busca foram cumpridos em quatro autoescolas de Palmas (TO) e Aparecida do Rio Negro (TO), nos endereços dos donos destes centros de formação e também em dois laboratórios localizados em São Paulo (SP). A suspeita é de que as empresas formaram um grupo criminoso com foco na realização de exames falsos, afim de encobrir o uso de substâncias ilícitas, especialmente por caminhoneiros no momento da emissão e/ou renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).


Segundo as investigações, um laboratório na capital tocantinense recebia amostras falsas e livres de drogas para beneficiar os motoristas. As amostras eram coletadas em cidades do interior do Tocantins por uma mulher que atuava em conjunto com as autoescolas. Investigadores também descobriram que o grupo promovia caravanas de motoristas de outros estados para a obtenção e renovação da habilitação no Tocantins com o exame toxicológico fraudado.

Em nota, o Departamento Estadual de Trânsito do Tocantins (Detran) afirmou que está acompanhando e colaborando com o Ministério Público Estadual. Mais informações não foram relevadas em virtude do sigilo das investigações. 

Obrigatório para todos os motoristas habilitados nas categorias C, D e E no momento da obtenção e renovação da habilitação e em admissões ou demissões, hoje, o exame toxicológico custa em média cerca de R$ 150,00. Através do esquema criminoso no estado tocantinense o valor poderia chegar até R$ 600,00.



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