Contran proíbe radares escondidos e define novas regras para uso dos equipamentos

Fernando Oliveira/PRF
O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) estabeleceu, em reunião virtual realizada na última quarta-feira, 2 de setembro, novas regras para o uso dos radares pelos órgãos de fiscalização. Os novos critérios técnicos estabelecidos pelo órgão, valem para os dispositivos fixos e móveis.

A partir de agora, os radares fixos só poderão ser instalados em locais onde houver placas de sinalização indicando o limite máximo de velocidade da via. Além disso, nos locais em que houver redução do limite de velocidade, a presença de placas indicando a redução gradual será obrigatória.

Um dos principais pontos de destaque é proibição da instalação de radares em locais onde haja obstrução da visibilidade por placas, árvores, postes, passarelas, pontes e etc, popularmente conhecidos como "radares escondidos". 


De acordo com o presidente do Contran e diretor-geral do Denatran, Frederico Carneiro, as mudanças na legislação têm por objetivo promover a fiscalização ostensiva no trânsito, privilegiando o caráter efetivamente educativo em vez do meramente punitivo.

“O propósito das mudanças aprovadas é fazer com que o condutor seja alertado do limite de velocidade da via, perceba os riscos, reduza a velocidade do veículo e, assim, diminuir a chance de ocorrer acidentes. O que se pretende é fazer com que os limites de velocidade sejam obedecidos em vez de simplesmente multar o condutor”, explicou Carneiro. “A fiscalização ostensiva e educativa fortalece medidas preventivas e de segurança, evitando violações de normas”, completou.

Dentre as alterações aprovadas pelo Contran, destaca-se ainda, a proibição do uso de equipamentos sem dispositivo registrador de imagem; a restrição do uso do radar do tipo fixo redutor em trechos críticos e de vulnerabilidade de usuários da via, especialmente, pedestres, ciclistas e veículos não motorizados; e a publicação da relação dos trechos e locais aptos a serem fiscalizados nos sites da autoridade de trânsito com circunscrição sobre a via.

TEXTO: Lucas Duarte
Com informações: MInfra
Caminhões e Carretas

Postar um comentário

2 Comentários

  1. Concordo plenamente com o diretor,as multas devem ser cobradas de acordo com o não cumprimento do pedido de redução e não por robi,tinha até carros andando atrás das pessoas com câmera de velocidade pra multar ,eu entendo que a velocidade deve ser respeitada com rigor no ponto onde se pede a redução ,áreas críticas de acidente,passando o local de risco volta a velocidade da pista no limite normal da pista,
    Tem gente que passa uma placa numa passarela e continua de são Paulo área Bahia a 40 por hora atrapalhando o fluxo de trânsito na pista causando até acidentes porque nem entrar numa pista de via rápida sabe, estão precisando até explicar pra eles que um caminhão de 45 toneladas não é como um carro pequeno, porque fazem cada coisa que não dá pra acreditar que eles tem habilitação, principalmente motoqueiros

    ResponderExcluir
  2. Uma pessoa educada não precisa de leis.Tem mautorista que não sabe nem que existe triângulo e pra que serve.

    ResponderExcluir

Nunca publique suas informações pessoais, como por exemplo, números de telefone, endereço, currículo etc. Propagandas, desrespeito ou ofensas não serão toleradas nos comentários.