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Exame toxicológico movimenta 300 milhões e barra apenas 1,3% dos motoristas

No próximo mês o exame toxicológico, também conhecido como teste do cabelo, completa um ano de obrigatoriedade e em meio a tantas polêmicas e ações judiciais, os dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) apontam uma realidade totalmente diferente dos estereótipos atribuídos os motoristas profissionais. 
Segundo o departamento, de março de 2016 a janeiro de 2017 foram realizados cerca de 979 mil exames em todo o país, desse total apenas 1,3% deu positivo para o uso de drogas como cocaína, maconha e rebite. 
Além de colocar em xeque o estereótipo de que a maioria dos caminhoneiros se droga, os resultados obtidos apresentam um percentual é inferior ao único levantamento nacional, feito em 2010 pela Secretaria Nacional de Drogas, com mais de 3 mil caminhoneiros em 27 capitais, a partir da saliva dos motoristas: 4,6% deles consumiram alguma droga, segundo a pesquisa.
Em seu primeiro ano de obrigatoriedade o exame toxicológico movimentou no país cerca de R$ 300 milhões de reais. Porém apenas oito laboratórios estão credenciados pelo Denatran para realização do procedimento. 
Apesar dos resultados do primeiro ano de exigência do exame toxicológico não é possível atribui-lo a redução no número de acidentes envolvendo caminhões, segundo o Denatran. Entre março e dezembro de 2016, após a obrigatoriedade do exame, houve queda de 26% nos acidentes com caminhão na comparação com o mesmo período 2015. 
Alvo de polêmicas e considerado ineficaz por não fiscaliza o consumo no ato da direção, o exame toxicológico foi alvo de críticas de entidades como, a Abramet, o Ministério da Saúde, Conselho Federal de Medicina e a Sociedade Brasileira de Toxicologia. "Cerca de 75% dos caminhoneiros são autônomos. E se eles tem um 'falso positivo' ficarão 90 dias afastados da atividade. Sem ganhos, sem a CNH. Não tem como pagar o aluguel do veículo, ou a mensalidade da compra do veículo. Não tem como dar o aporte à família. Não vemos o porquê dele existir. Achamos que é uma agressão. Intimida a classe, descrimina os indivíduos e traz prejuízo econômico porque eles têm que pagar o exame.", comenta Dirceu Rodrigues Alves Junior, da Abramet.
A expectativa é de que o exame seja obrigatório para todos os motoristas, na Câmara dos Deputados, tramitam projetos para que isso ocorra. 

TEXTO: Lucas Duarte
INFOMRAÇÕES: Rádio CBN

4 Comentários

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  1. São muitos milhões às custas dos trabalhadores. Absurdo

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  2. Autoescolas fornecendo exame negativo a um preço salgado. Para os que não conseguem ter o exame no prazo é uma alternativa. Nojenta mas possível e tem sido usada. Já mostrado em reportagem da CBN.

    Motorista fez um exame toxicológico para troca de habilitação AB para AD. Laboratório informa que já inseriu o resultado do exame na base nacional, porém para a autoescola e a clinica apresenta uma pendência no cadastro nacional (renach). Precisa estar com a cnh D e precisa pagar OUTRO exame se vencerm porque o exame toxicológico não está lançado no sistema do renach.

    isso tem acontecido com muitas pessoas. Resumindo: só da para acreditar que o exame é para ganhar dinheiro não é?

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  3. A maioria dos profissionais do volante quando sabe que sua cnh vai vencer prazo de validade,já ficam os 3 meses sem usar o arrebites e a droga para fazer o exame toxicologico.
    Esse exame deveria ser feito em bliz de outra forma para pegar o motorista de surpresa.
    Só assim acabaria com os maus motoristas, e também ser estendido para todas as categorias.

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