Facchini

Protesto de caminhoneiros em Santos é avaliado como positivo

A última quarta-feira (16) foi marcada por uma paralisação de caminhoneiros que durou cerca de 12 horas na região do Porto do Santos. O protesto foi organizado pelo Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sindicam Santos/SP).
Segundo o balanço divulgado pela entidade, houve adesão total dos caminhoneiros que atuam na região da Baixada Santista. “Nosso trabalho foi para sensibilizar os companheiros de outras localidades com destino ao cais santista da importância de nossa luta”, afirmou o presidente da entidade, Alexsandro Viviani.
O protesto inicialmente marcado para acontecer no  Viaduto da Alemoa, no km 64 da Rodovia Anchieta, principal acesso ao Porto de Santos, teve que ser alterado para a Avenida Engenheiro Augusto Barata, após a 8ª Vara Cível de Santos atender a um pedido da Ecovias e expedir uma liminar proibindo qualquer tipo de manifestação no trecho privatizado, sob pena de R$ 300 mil por hora. 
De acordo com o Sindicam Santos/SP as principais reivindicações da categoria durante a paralisação foram a redução nos preços dos combustíveis, aumento do valor do frete e cumprimento da isenção de pagamento de pedágio de eixos erguidos, determinada pelo Decreto Federal nº 8.433/15, mas descumprido no Estado de São Paulo.
“Nossa expectativa não era parar a rodovia e nem prejudicar a população. Buscamos a união da categoria, fazendo com que o trabalhador entrasse no Porto, mas não trabalhasse nesse dia”, completou Viviani.
A princípio esta foi a primeira manifestação de caminhoneiros confirmada na região do Porto de Santos. Uma nova assembléia marcada para hoje (quinta-feira, 17) poderá definir novos protestos e paralisações para as próximas semanas. 
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