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| GWM/Divulgação |
Caminhão GWM 100% movido a hidrogênio conta com 544 cv de potência, 2300 Nm de torque e autonomia para até 500 km; modelo foi abastecido pela primeira vez na Bahia
Reforçando a estratégia de mobilidade a hidrogênio no país, a GWM Brasil realizou com sucesso o primeiro abastecimento de um caminhão GWM Hydrogen powered by FTXT com hidrogênio verde produzido no próprio Centro de Referência em Tecnologias de Baixo Carbono e Hidrogênio Verde, recém-inaugurado no Senai Cimatec Park, em Camaçari (BA). O marco coincide com o início das primeiras negociações comerciais do veículo no país, que devem se traduzir nas primeiras vendas do caminhão a hidrogênio da marca na América Latina.
O abastecimento no Senai Cimatec, na Bahia, marca a transição dos testes do caminhão para o uso de hidrogênio verde produzido localmente, permitindo avaliar o desempenho da tecnologia em condições reais de operação. Nos próximos dois meses, o veículo somará mais de 1.000 km rodados nas instalações do centro — já são mais de 500 km percorridos, o que torna o modelo o primeiro caminhão pesado a hidrogênio em mais de 130 países no mundo a atingir essa marca. Os ensaios avaliam eficiência energética, autonomia, desempenho operacional e infraestrutura de abastecimento, com hidrogênio produzido na planta piloto do próprio parque tecnológico.
"O primeiro abastecimento do caminhão com hidrogênio verde produzido no Cimatec representa um momento histórico para a mobilidade sustentável no Brasil. Estamos conectando veículo, infraestrutura e produção de combustível renovável em um mesmo ambiente de inovação, criando condições concretas para acelerar o desenvolvimento da mobilidade com hidrogênio no país", afirma Davi Lopes, Head da GWM Hydrogen-FTXT Brasil.
Desenvolvido pela GWM Hydrogen, o caminhão é um veículo elétrico movido por célula a combustível (FCEV): o sistema converte hidrogênio em eletricidade para alimentar o motor elétrico, emitindo apenas vapor d'água pelo escapamento. O modelo é equipado com bateria de 105 kWh, sistema de recuperação de energia nas frenagens e desacelerações e cilindros capazes de armazenar até 40 kg de hidrogênio — combinação que garante elevada autonomia, reabastecimento em poucos minutos e zero emissões locais.
Do ponto de vista técnico, o caminhão entrega até 400 kW (544 cv) de potência e 2.300 Nm de torque. Com o tanque cheio de hidrogênio — armazenado a até 350 bar em cilindros de fibra de carbono —, a autonomia chega a 500 km. Para efeito de comparação com o diesel, o modelo tem Peso Bruto Total Combinado (PBTC) de 49 toneladas, mas vazio pesa apenas 10,8 toneladas, cerca de 500 kg mais leve que a média dos concorrentes.
"Mais do que validar um veículo, estamos participando da construção das bases para o futuro do transporte sustentável no Brasil. A colaboração entre indústria, centros de pesquisa, universidades e governos é fundamental para transformar o potencial do hidrogênio em uma solução viável para a logística nacional", conclui Lopes.
Subsidiária da GWM na China, a FTXT é responsável pelo desenvolvimento de tecnologias de célula a combustível e componentes que utilizam o hidrogênio. Fora do país asiático, a empresa adota a marca internacional GWM Hydrogen, reforçando o posicionamento global da empresa nesse segmento.
Vendas
A GWM Brasil estima R$ 20 milhões em vendas de caminhão e outras soluções que utilizam célula a combustível a hidrogênio no Brasil ainda em 2026. O número já é considerado conservador: a empresa mantém negociações em curso no país com sete empresas privadas e centros de tecnologia, cujo valor combinado supera essa projeção, além de uma negociação adicional com uma empresa responsável por negócios sustentáveis na América do Sul — o primeiro passo da tecnologia para fora do território brasileiro. Para 2027, a meta sobe para R$ 200 milhões, reforçando o Brasil como mercado prioritário da marca fora da China, onde está instalada a única unidade da GWM Hydrogen além da matriz.
