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| Facchini/Divulgação |
Preço médio chegou a R$ 8,67 por km; avanço regulatório e demanda do agro, bem como da indústria impulsionaram o valor do frete
Dados da mais recente análise do Índice de Frete Rodoviário da Edenred (IFR), elaborada com base em dados exclusivos da plataforma Repom, revelam que o preço médio do frete por quilômetro rodado encerrou junho em R$ 8,67, ante R$ 8,59 registrados em maio, o que representa uma alta de 0,93%.
O avanço foi registrado mesmo diante da redução dos custos com combustível. De acordo com o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), o preço médio do diesel S-10 caiu 1,37% em junho, fechando o período em R$ 7,22 por litro, movimento impulsionado principalmente pelo subsídio de PIS e Cofins concedido pelo governo federal. Já o diesel comum apresentou queda ainda maior, de 2,10%, encerrando o mês com preço médio de R$ 6,98 por litro.
Ao longo do sexto mês do ano, fatores regulatórios também exerceram maior influência sobre o mercado de fretes. Destaque para a ampliação da obrigatoriedade da emissão do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), prevista na Resolução ANTT nº 6.078, de 24 de março de 2026.
A demanda por transporte também contribuiu para o movimento de alta. O agronegócio seguiu aquecido ao longo de junho, mantendo elevado o volume de cargas transportadas. Além disso, o lançamento do Plano Safra 2026/2027, que destina R$ 525,1 bilhões à agricultura empresarial, reforça a expectativa de aumento da demanda logística nos próximos meses, especialmente para o escoamento da produção da segunda safra.
Ao mesmo tempo, a indústria brasileira apresentou sinais positivos. O Índice de Confiança da Indústria (ICI), da FGV, avançou 3,0 pontos em junho, alcançando 100,1 pontos e registrando a segunda alta consecutiva. O resultado indica uma perspectiva favorável para a continuidade do escoamento de estoques a partir de julho.
"O leve aumento do frete em junho foi impulsionado principalmente pelas novas exigências regulatórias relacionadas ao CIOT e ao cumprimento do Piso Mínimo de Frete, que elevaram os custos das operações mesmo diante da queda do diesel. Para os próximos meses, a tendência é de manutenção desse cenário, com o agronegócio aquecido pelo Plano Safra e a indústria dando sinais de recuperação, fatores que devem sustentar uma demanda elevada por transporte rodoviário", analisa Vinicios Fernandes, Diretor de Unidades de Negócio da Edenred Mobilidade.
