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Aumento no frete: Transportadoras criam Taxa Emergencial de Combustível

Frota de caminhões Volvo FH vermelhos
Gemini

Tarifa adicional nas operações visa mitigar os impactos da disparada no preço do óleo diesel; combustível representa mais de 30% dos custos do transporte rodoviário de cargas

O transporte rodoviário de cargas brasileiro em 2026 tem se mostrado muito mais desafiador do que qualquer um poderia imaginar. Custos elevados, margens de lucros cada vez mais apertadas, escassez de mão de obra, legislações cada vez mais burocráticas e inúmeras incertezas jurídicas e econômicas seguem pressionando o setor e colocando-o em rota de crise


Nas últimas semanas a pressão dos custos ganhou um importante incremento com a disparada no preço do óleo diesel em todo o Brasil, acarretada pela elevação contínua do barril petróleo, que por sua vez, é fruto da escalada da guerra no Oriente Médio. O resultado? Escassez de combustível, limites para abastecimento, preços flutuando quase que diariamente e principalmente um aumento significativo na defasagem do frete.


De acordo com os dados mais recentes do Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS), em uma operação rodoviária de longa distância com 500 quilômetros, o combustível corresponde a 31% do total dos custos. Este número evidência os perigos de uma disparada tão significativa no preço do óleo diesel, como vem ocorrendo nas últimas semanas. 


Diante da falta de qualquer previsão de arrefecimento de preços e de ações concretas por parte dos governos que realmente impactem e acarretarem uma estabilidade ou até mesmo queda no preço do óleo diesel, diversas transportadoras brasileiras estão adotando a chamada Taxa Emergencial de Combustível (TEC). Somente nesta semana, 10 grandes transportadoras do país anunciaram a aplicação da tarifa de forma temporária. São elas, Alfa Transportes, Transben, Transito Brasil, Transrodut, Transportadora Do Valle, Transportadora Fabris, TRD Transportes, Trans Apucarana, Aviões Transportes e Mack Transportes.


A TEC tem sido aplicada de duas formas pelas empresas. Em forma de porcentagem que varia de 5% até 10% sobre o valor do frete, tarifas e tabelas, ou, através de valores fixos por frete ou conhecimentos de transporte (CT-e) emitidos. Segundo as empresas, a aplicação da taxa é fundamental para recompor custos operacionais e continuidade das atividades de forma sustentável. A previsão das transportadoras é de que a nova taxa seja revisada e a aplicação reavaliada em caso de estabilidade nos preços dos combustíveis. 

A criação e implementação da TEC evidencia a situação desafiadora do transporte brasileiro mas também a resiliência e capacidade se adaptar aos novos cenários, através de novas negociações e ajustes contratuais, sem esperar que algo de bom e rápido seja feito pelo poder público. 



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