Defasagem do frete rodoviário chega a 13,8%

MJ Pianaro

Informação é confirmada por pesquisa de mercado realizada pelo SETCESP; 27% dos transportadores consultados acreditam que o frete vai melhorar 

Google News
Na contramão da disparada de preços dos três principais insumos do setor de transporte de cargas, que são, veículo, mão de obra e combustível, e que registram nos últimos 18 meses, aumentos de 42%, 12,5% e 104%, respectivamente, o frete rodoviário segue apresentando uma significativa defasagem. A informação é confirmada pela mais recente pesquisa de mercado promovida pelo Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (SETCESP).

De acordo com o levantamento da entidade, atualmente o frete rodoviário apresenta uma defasagem média de 13,8%. Para Adriano Depentor, presidente do conselho superior e de administração do SETCESP, esse é um problema crônico do setor. “Na verdade, isso não deveria acontecer, visto que é uma responsabilidade do empresário que precisa valorizar o seu negócio. Observamos que, quando há um crescimento no custo de qualquer insumo relacionado ao transporte, a indústria e o comércio aumentam o seu preço, porém o transportador não consegue realizar este repasse efetivamente. É uma inabilidade do empresário em repor essas tarifas”.


O estudo também revelou que grande parte das empresas seguem tentando reverter essa defasagem. 73% dos transportadores reajustaram o frete, 7% mantiveram e 20% ofereceram descontos. Além disso, 45% das empresas de transporte de médio porte que responderam o estudo disseram que o cenário foi melhor que em 2021; para 18% o cenário foi igual; e para 37% foi pior que o ano passado.

Em relação ao futuro, 27% dos pesquisados acreditam que o frete vai melhorar e 41% acham que pode piorar. Segundo Lauro Valdivia, assessor técnico da NTC&Logística, “o que devemos fazer é calcular os custos de modo correto e cobrar o que precisa ser cobrado”.


Com o objetivo de auxiliar o transportador a mensurar o preço do diesel nos municípios do estado de São Paulo e nas capitais de todo o país, e consequentemente repassar os valores para o frete, o Instituto Paulista do Transporte de Cargas (IPTC), órgão parceiro do SETCESP, criou o Painel do Diesel.

Somente no primeiro semestre de 2022, já realizamos mais de dois mil atendimentos para empresas que vêm até o SETCESP buscar esses números. Ajudamos com todas as informações necessárias para que o transportador possa buscar alternativas frente ao mercado e equilibrar as operações”, afirma Raquel Serini, economista do IPTC.



Postar um comentário

0 Comentários