Bolsonaro anuncia "auxílio diesel" de R$ 400 para 750 mil caminhoneiros autônomos

Alan Santos/PR

Criação de benefício que deverá ser pago mensalmente até dezembro de 2022, foi revelada nesta quinta-feira (21); custo aos cofres públicos pode chegar a R$ 4 bilhões

O Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, revelou nesta quinta-feira, 21 de outubro, que o Governo Federal estará preparando o pagamento de um auxílio financeiro aos caminhoneiros autônomos brasileiros, afim de compensar as frequentes altas no preço do óleo diesel. A declaração foi dada durante um evento em Sertânia (PE).

"O preço do combustível lá fora está o dobro do Brasil. Sabemos que aqui é um outro país, mas grande parte do que consumimos em combustível, ou melhor, uma parte considerável, nós importamos e temos que pagar o preço deles lá de fora", destacou o Presidente. "Decidimos, então, atender aos caminhoneiros autônomos. Em torno de 750 mil caminhoneiros receberão uma ajuda para compensar o aumento do diesel. Fazemos isso porque é através deles que as mercadorias e os alimentos chegam nos quatro cantos do país”, completou.

Segundo Bolsonaro, a iniciativa que vem sendo chamada de "auxílio diesel" consistirá no pagamento mensal de R$ 400,00 para cerca de 750.000 caminhoneiros autônomos em todo o país. A previsão é de que o benefício seja concedido a categoria até dezembro de 2022. Entretanto, se coloca em prática, a medida acarretará aos cofres públicos um custo estimado entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões.


Detalhes de como serão feitos os pagamentos e requisitos para ter direito de fato ao "auxílio diesel" deverão ser relevados nos próximos dias, através de publicações oficiais do Governo Federal, especialmente dos Ministérios da Economia e da Infraestrutura.

A mais recente alteração de preços promovida pela Petrobras ocorreu no último dia 29 de setembro. Na data o óleo diesel sofreu um aumento médio de 8,89% no preço do óleo diesel, cerca de R$ 0,25 por litro, passando para R$ 3,06 nas refinarias de todo o país.


A declaração do Presidente da República acontece na mesma semana em que entidades como a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), vinculada à CUT; Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC) e Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava) tentam marcar para o dia 1º de novembro, uma paralisação nacional de caminhoneiros. 


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