Oferta de fretes no Brasil cresce 85% no terceiro trimestre de 2020

Marcos Pianaro
Na contramão dos impactos da pandemia de Covid-19 (Coronavírus), a oferta de fretes no Brasil cresceu 85% no terceiro trimestre de 2020. É o que aponta o “Relatório do Setor de Transporte de Cargas do 3º Trimestre de 2020” da FreteBras, maior plataforma online de transporte de cargas da América do Sul.

Além de revelar os setores que mais aumentaram a oferta de fretes no período, sendo, a Construção (116%), Agronegócio (84%) e Industrializados (79%), o estudo também indica uma tendência de retomada.

“No segundo trimestre de 2020, observamos uma queda de 8% na oferta de fretes em relação ao primeiro trimestre, em especial no mês de abril, quando tivemos medidas mais rígidas de isolamento por conta do coronavírus. Porém, vemos agora um crescimento expressivo de aproximadamente 102% na comparação entre o terceiro e o segundo trimestres, o que nos traz boas perspectivas para o setor”, explica Bruno Hacad, Diretor de Operações da FreteBras. 

Oferta de fretes por segmento e produto
A construção foi o setor com maior crescimento (116%) na comparação entre os terceiros trimestres de 2020 e 2019, com destaque para o transporte de cimento, que cresceu os mesmos 116%. O segmento registrou aumento de mais de 100% nas ofertas de frete nas regiões Sul e Sudeste nesse mesmo período.

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No segmento de Agronegócio, o estudo mostra que, na comparação entre os terceiros trimestres de 2020 e 2019, houve um aumento de 84% na oferta de fretes, sendo que, do segundo para o terceiro trimestre deste ano, esse crescimento chegou a 171% na região Sudeste. “O principal produto da categoria é o fertilizante, responsável por 25% das ofertas de fretes desse segmento em 2020. A soja e o milho também colaboraram com o setor, graças às safras recordes no ano e ao grande volume de exportação”, comenta Hacad.

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Com uma queda significativa de 20% na oferta de fretes no segundo trimestre deste ano, o setor de produtos industrializados se recuperou nos três meses seguintes com o retorno gradual das atividades, reforçando a tendência de retomada. Na comparação entre os terceiros trimestres de 2020 e 2019, o setor registrou crescimento de 79%. 

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Principais estados por origem do frete
O relatório divulgado pelo Fretebras também lista os 10 de estados com maior oferta de fretes, São Paulo lidera com 25% de participação, impulsionado pelo transporte de máquinas e equipamentos, fertilizantes e alimentos, que cresceram 85%. Minas Gerais (15%) aparece logo em seguida, com destaque para o transporte de cimento, siderúrgicos e alimentos. Somados, esses itens registraram crescimento de mais de 99% na região na comparação entre o segundo e terceiro trimestre deste ano. 

Já o estado do Paraná aparece na terceira colocação com 13% das ofertas de frete no país, com destaque para o transporte de milho, fertilizantes e alimentos que, juntos, tiveram o melhor desempenho na comparação entre os terceiros trimestres de 2020 e 2019, com mais de 99% de crescimento.

Por fim, na décima colocação do ranking de estados, aparece Pernambuco com 2% das ofertas de frete.

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Fretes com destino aos portos
O estudo realizado pela Fretebras também aborda às ofertas de frete com destino aos principais portos brasileiros, com destaque para Rio Grande (RS), Rio de Janeiro (RJ), Paranaguá (PR), Santos (SP) e Itaqui em São Luís (MA). Juntas, essas três regiões portuárias somaram um aumento de 71% na oferta de fretes, quando comparados os períodos de janeiro a setembro de 2020 e 2019.

O Porto de Rio Grande apresentou o crescimento mais expressivo (151%), liderado pelo transporte de soja, que, junto com o milho, foi responsável por 70% dos fretes em Rio Grande, Paranaguá e Santos, reforçando o protagonismo do agronegócio na balança comercial do país.

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Preço médio do km rodado por eixo
Por fim, o relatório elaborado e divulgado pela Fretebras também revela um aumento de 3% no preço médio dos fretes no terceiro trimestre de 2020, quando comparado com o mesmo período de 2019. Segundo o estudo, o Centro-Oeste foi a região com o preço médio mais alto por km rodado, alcançando os R$4,79. Em contrapartida, o Nordeste teve a média mais baixa, chegando a R$ 3,77.

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Metodologia
Os resultados do estudo tiveram como base a própria plataforma da FreteBras, que possui mais de 420 mil caminhoneiros cadastrados, o que equivale a um terço dos caminhoneiros do Brasil, e conta com cerca de 600 mil fretes publicados mensalmente. 

Com informações: Fretebras

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