Conclusão das obras que duraram 46 anos na BR-163 é um marco para a redução do custo logístico

CNI/Divulgação
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) considera um passo importante na direção da competitividade do Brasil a conclusão das obras da BR-163. O governo anunciou que o principal trecho da estrada, entre Novo Progresso e Miritituba, no Pará, está pronto. Essa é a principal ligação entre a maior região produtora de grãos do país, em Mato Grosso, para os portos da região Norte. 

“A BR-163 se consolida como um eixo estratégico para o escoamento da agroindústria brasileira. A conclusão das obras contribui para desafogar os portos das regiões Sudeste e Sul e coloca as cargas brasileiras mais próximas de parceiros comerciais estratrégicos na Europa e em outros importantes destinos para os produtos nacionais”, destaca o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

A rodovia, que há mais de 40 anos contava com trechos não pavimentados, era palco, anualmente, de engarrafamentos e atolamentos de caminhões. A conclusão desse empreendimento, em uma zona remota e marcada por altos níveis de chuva que sempre contribuíram para os constantes atrasos nas obras, é uma vitória para a engenharia brasileira.


De acordo com o estudo da CNI BR-163: Quebra de Paradigma no Transporte do Comércio Exterior, divulgado em 2013, mas ainda atual, a conclusão das obras resultará na redução do custo logístico nacional, ao proporcionar uma via alternativa de exportação para os portos do Norte brasileiro mais segura e mais curta. Para a carga que se encontra na região de Sinop e Lucas do Rio Verde (Mato Grosso), por exemplo, a redução no percurso pode ser de até mil quilômetros, em comparação com a saída pelos portos do Sul e Sudeste.

O Brasil precisa dar um salto na área de infraestrutura para se tornar um país mais economicamente competitivo e atrair mais investimentos estrangeiros. Atualmente, o país investe menos de 2% do PIB na área. Para efeito de comparação, todos os países dos BRICS investem, pelo menos, o dobro do Brasil. A solução para os atuais gargalos da infraestrutura nacional passa, obrigatoriamente, pela expansão da participação privada nos investimentos e na gestão da infraestrutura.

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