É verdade? Equipe de governo de Bolsonaro descobriu 720 bitrens abandonados com adesivos do BNDES?

Começou a circular pelas redes sociais neste final de semana, um vídeo mostrando centenas de conjuntos (cavalos-mecânicos e bitrens graneleiros) parados em um pátio no estado do Pará. 
Na publicação, o autor diz que as imagens são da equipe de transição de governo do recém eleito presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, e que os mesmos descobriram 720 bitrens abandonados e com adesivos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Ainda segundo o autor da publicação, todos os conjuntos pertencem a uma das empresas de Eike Batista e foram supostamente adquiridos com dinheiro público, fruto de esquemas de corrupção do Partido dos Trabalhadores (PT) no BNDES. 

Essa informação é verdadeira?  
Não! Trata-se de mais uma informação falsa (Fake News), divulgada em meio ao importante período de transição de governo, marcado principalmente por um forte rejeição aos partidos de esquerda, especialmente ao PT. 
Ou seja, os veículos flagrados nas imagens não pertencem a uma das empresas de Eike Batista e também não foram adquiridos através de esquemas de corrupção envolvendo o Partido dos Trabalhadores (PT) e o BNDES. 
Mas afinal, qual é a verdadeira origem das imagens? 
Uma rápida observação à alguns detalhes deixa claro que publicação traz informações falsas, como por exemplo, a descrição apelativa e alarmante bem como o perfil falso (Fake) responsável pela divulgação. 
Além disso, o mesmo vídeo já havia sido divulgado em 2016 atrelado a outras informações falsas, como por exemplo, que a Transportadora Batista Duarte havia falido. Na época a TV Progresso, filial da emissora Band no estado do Pará e o portal Caminhões e Carretas desmentiram o fato. 
Em entrevista concedida a emissora de televisão naquele ano, o verdadeiro proprietário da frota de caminhões e da Transportadora Batista Duarte , João Batista, explicou que os caminhões estavam parados em decorrência da quebra da safra de 2016, do baixo valor do frete e de uma negociação com o contratante dos veículos. 
Na época, o empresário destacou ainda que as especulações eram totalmente distorcidas e que em nenhum momento houve qualquer autorização para entrada no pátio da transportadora, localizado no município de Novo Progresso, Pará.
Portanto, vale lembrar que é de extrema importância a cautela e a investigação da veracidade de qualquer tipo de informação antes do compartilhamento, principalmente em redes sociais e aplicativos de trocas de mensagens. 

Relembre o caso: Transportadora Batista nega falência e desmente cemitério de caminhões

TEXTO: Lucas Duarte
Caminhões e Carretas 
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