Baixada Santista terá paralisação de caminhoneiros nesta quarta-feira (16)

Diante dos excessivos e consecutivos aumentos nos preços dos combustíveis e da alta carga tributária incidente sobre os mesmos, o Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sindicam Santos/SP) marcou para esta quarta-feira (16) uma paralisação de caminhoneiros na Baixada Santista.
De acordo com o documento emitido e distribuído pela própria entidade, a paralisação desta quarta-feira (16) acontecerá de forma pacífica das 6h às 18h no Viaduto da Alemoa, no km 64 da Rodovia Anchieta, principal acesso ao Porto de Santos. Um das faixas permanecerá liberada apenas para veículos de emergência e população de região. 
Segundo o Sindicam Santos/SP, a paralisação foi decidida em assembléia realizada na sede do próprio sindicato, após um pedido da própria categoria de caminhoneiros autônomos da região Santista. 
A nota do Sindicam Santos/SP revela ainda quais serão as principais reivindicações da categoria durante a paralisação. Destaca-se a redução nos preços dos combustíveis, aumento do valor do frete e cumprimento da isenção de pagamento de pedágio de eixos erguidos, determinada pelo Decreto Federal nº 8.433/15, mas descumprindo no Estado de São Paulo.
“Nenhuma operação irá ocorrer no Porto na quarta-feira (hoje). Nossa ideia é mesmo impactar e mostrar que não estamos satisfeitos. Vamos nos concentrar no Viaduto da Alemoa, bloqueando uma das faixas e liberando a outra para o tráfego”, revelou o diretor do Sindicam Santos/SP, José Cícero Rodrigues, ao portal A Tribuna. 
A princípio esta será a primeira manifestação de caminhoneiros confirmada na região do Porto de Santos. Uma nova assembléia marcada para a próxima quinta-feira (17) poderá definir novos protestos e paralisações para as próximas semanas. 

Confira na íntegra o documento do Sindicam Santos/SP:
Preço do óleo diesel bate recorde 
Alterações diárias no preço do óleo diesel se tornaram comuns após a Petrobras aprovar uma nova política de preços. A política de preços adotada pela empresa tem como objetivo aumentar a frequência de ajustes nos preços, garantindo assim maior competitividade no mercado nacional frente as importações de combustíveis.
Somente na última semana o preço do combustível nas refinarias acumulou alta de R$ 0,13. 

Outros protestos
Nos últimos dias, protestos de caminhoneiros foram registrados nas principais rodovias do país. Em Minas Gerais, bloqueios foram registrados na BR-381 e na BR-040. No Rio de Janeiro, protestos foram registrados na Rodovia Presidente Dutra, próximo ao município de Barra Mansa.
Já nesta segunda-feira (14), a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) protocolou um ofício na Presidência da República e na Casa Civil para cobrar medidas efetivas do Governo Federal diante dos frequentes e consecutivos aumentos nos preços dos combustíveis. Segundo a entidade, caso o governo não se pronuncie até o próximo domingo (20) uma paralisação geral dos transportadores poderá ser convocada.

LEIA: Aviso de greve: Caminhoneiros dão ultimato por redução do preço do diesel

TEXTO: Lucas Duarte

Blog Caminhões e Carretas
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