4 consequências da restrição ao tráfego de caminhões nas grandes cidades

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) divulgou nesta segunda-feira (16) o estudo “Logística Urbana: Restrições aos Caminhões?”, no qual foram analisadas as condições do transporte de carga em sete regiões metropolitanas do país: São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Goiânia (GO), Recife (PE) e Manaus (AM).
Os resultados mostram que a urbanização acelerada do Brasil, nas últimas décadas, trouxe complexidade e desafios para a logística de abastecimento das cidades onde vive 84% da população brasileira e circulam 96,7 milhões de veículos automotores. 
Dentre os principais desafios enfrentados pelos transportadores nos grandes centros urbanos e regiões metropolitanas estão, a ampla variedade de regras e de restrições à circulação de caminhões, falta de sinalização, falta de locais adequados e seguros de parada e descanso, fiscalização de trânsito insuficiente e baixa oferta de vagas de carga e descarga. 
O estudo da CNT apontou ainda quatro principais consequências geradas pelo elevado número de desafios enfrentados diariamente na logística urbana.  Destaque para o aumento dos custos com frete e redução na qualidade do serviço prestado. Confira: 

Aumento dos custos operacionais do transporte rodoviário de carga: Em alguns casos, as barreiras encontradas pelos transportadores têm gerado taxas extras que incidem sobre o preço do frete. Dois exemplos são a Taxa de Dificuldade de Entrega (TDE), negociada a partir de um piso de 20% sobre o valor do frete; e a Taxa de Restrição do Trânsito (TRT), calculada em 15% do frete.

Baixa previsibilidade da entrega de mercadorias: Além dos congestionamentos e das retenções de trânsito, muitas vezes, o planejamento do transportador é alterado de forma imprevisível devido à falta de clareza e de transparência sobre as restrições ao transporte de carga.

Aumento da emissão de poluentes e ruídos: Restrições mal planejadas podem acarretar congestionamentos, filas de descarga, aumento do número de viagens, rotas mais longas e inadequadas e outros transtornos que aumentam os ruídos produzidos pelo trânsito e a emissão de gases poluentes na atmosfera. 

Riscos de acidentes: Sinalização deficiente ou mesmo ausência de sinalização, janela de horário noturna e outras restrições são fatores que elevam o risco de acidentes. 

Por fim, o estudo traz algumas soluções para melhoria e aprimoramento da logística urbana, como por exemplo, atualização das políticas públicas permitindo a inclusão do transporte de carga no planejamento urbano e nas políticas de trânsito e investimentos em infraestrutura, sinalização e segurança. 

Confira na íntegra o estudo da CNT: CLIQUE AQUI

TEXTO: Lucas Duarte
Com informações: CNT
Blog Caminhões e Carretas 
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