Sem acordo com o governo, greve de caminhoneiros já provoca desabastecimento no Paraguai

Caminhoneiros paraguaios entraram no quarto dia de paralisação nesta quinta-feira, 1 de fevereiro. A categoria protesta principalmente contra a entrada de bitrens brasileiros na região norte do país, para o transporte da safra 2018. 
A circulação de bitrens brasileiros com até 7 eixos foi autorizada pelo Ministério das Obras Públicas e Comunicações (MOPC) do Paraguai através da Resolução nº 74, de 17 de janeiro de 2018.


De acordo com a publicação, a circulação de bitrens brasileiros em solo paraguaio acontecerá de forma experimental em um trecho da Route Nacional No. 5 que liga a fronteira de  Pedro Juan Caballero (PY) - Ponta Porã (BR) ao porto de Concepción. Destaca-se ainda que serão autorizados apenas os bitrens para transporte de soja.
Nesta quarta-feira (31) uma reunião entre os líderes dos caminhoneiros paraguaios e as autoridades do Ministério das Obras Públicas e Comunicações (MOPC) terminou sem acordo sobre a circulação dos bitrens brasileiros. Segundo informações de jornais locais, a reunião foi marcada por uma extensa discussão e insultos ao ministro Ramón Jiménez.
Segundo as entidades que apoiam a paralisação da categoria, há um grande interesse dos governos municipais, estaduais e federal na autorização de bitrens no Paraguai. De acordo com os líderes, os governantes se beneficiarão da autorização. 
Já o Ministro Ramón Jiménez rebateu as críticas e lamentou a irracionalidade e violência verbal na reunião de ontem (31). Segundo o ministro a autorização de bitrens faz parte de uma política de estado que tem como objetivo a modernização do transporte no país. 
Por fim o ministro voltou a destacar que os bitrens brasileiros não atuarão em solo paraguaio. "Aqui, nenhum bitrem vai tocar em um único grão de soja do Paraguai, tudo se origina no Brasil para ser transportado até o Porto de Concepción", concluiu. 
Desabastecimento
Em apenas 4 dias de paralisação dos caminhoneiros, o Paraguai já registra desabastecimento nas principais cidades do país. Combustíveis, cerveja e alimentos perecíveis como por exemplo leite, iogurte, ovos e outros da cesta básica familiar estão entre os itens que já começaram a faltar em postos e nas prateleiras dos supermercados. 

Novos protestos
Diante da ausência de acordo com o governo, os caminhoneiros afirmaram que os protestos continuarão em todo o país. Além de bloqueios nas principais rodovias do Paraguai, carreatas seguem sendo organizadas na capital, Assunção. 
Segundo a Federação de Caminhoneiros do Paraguai (FCP), somente na região norte onde a circulação experimental está autorizada cerca de 5 mil caminhoneiros autônomos serão prejudicados. Já em todo o país a estimativa é de que cerca de 35 mil caminhoneiros paraguaios sejam prejudicados com a entrada dos bitrens brasileiros. 

TEXTO: Lucas Duarte
Blog Caminhões e Carretas 
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2 comentários:

  1. Já ele trabalhar ninguém atrapalhar eles
    Trabalhar no Brasil mais o brasileiro não pode trabalhar

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  2. No es sólo éso.. el trasfondo de todo es la concesión del puerto a empresas privadas ligadas a familiares de del Ministerio MOPC, sin licitaciones.. nadie está en contra del progreso., si contra la corrupción o benefició de un solo sector.

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