Pedágios passam a identificar caminhões que burlam número de eixos em cobrança automática

Além da já conhecida prática de evasão de pedágio, as concessionárias que administram rodovias em todo o país agora estão enfrentando fraudes no sistema de pagamento eletrônico de pedágios. 
De acordo com a Concessionária CCR MS Via, que administra a BR-163 entre os municípios de Mundo Novo e Sonora no Mato Grosso do Sul, nos últimos anos cresceu o número de caminhões que pagaram valor inferior a quantidade de eixos do veículo no sistema de cobrança automática. 
Segundo Cristiane Gomes, diretora-presidente da EngelogTech, empresa de tecnologia do grupo CCR, as inconsistências ocorrem quando um veículo pesado tem registrada uma menor quantidade de eixos nas tags vendidas pelas empresas Via Fácil/Sem Parar, ConectCar, AutoExpresso e Movemais.
Na tentativa de coibir as inconsistências, a Concessionária desenvolveu um sistema de inteligência artificial e análise de grandes dados (Big Data) que faz a checagem entre os dados que constam no chip que está no veículo, suas características e as informações referentes ao histórico do motorista, em seguida o sistema realiza o enquadramento na categoria correspondente ao número de eixos. 
Após a identificação da inconsistência, o valor das tarifas é recalculado e a conta é enviada ao proprietário do veículo no fim do mês. Entretanto, o cadastro dos caminhões em categorias diferentes não é considerado fraude, por conta do pagamento parcial da tarifa.
Antes os dados coletados pelo tag eram conferidos manualmente e de forma individual. Os mesmos incluíam placa, número de eixos, rodagem dupla ou eixos suspensos, imagens da frente, laterais, traseira e parte de cima do veículo.
Depois da adoção da tecnologia, segundo a executiva, equipes de retaguarda processam menos de 0,1% das passagens pelos pedágios referentes a veículos que não passaram nenhuma vez ou mesmo inexistem dados armazenados.
Por fim a CCR destaca ainda que, quem passa sem pagar também pode ser flagrado por outro sistema que registra a placa e rosto do condutor para ser multado pela PRF (Polícia Rodoviária Federal). Veículos roubados tem ainda dados captados, mas por ausência de cláusulas contratuais que atribuam às empresas atuação na segurança pública estes ficam restritos à concessionária da rodovia.

TEXTO: Lucas Duarte
Com informações: Campo Grande News 
Blog Caminhões e Carretas 
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