Abiove nega a criação de uma tabela para o frete de grãos

O início da colheita da safra de soja foi marcado esse ano uma grande paralisação dos transportadores de grãos no Mato Grosso. Estima-se que entre os dias 13 e 18 de janeiro mais de 10 mil caminhões paralisaram as atividades no estado. 
O protesto organizado pelo Movimento dos Transportadores de Grãos (MTG), tinha como objetivos, pressionar os tradings afim de aceitarem uma negociação do valor do frete praticado atualmente e a implantação e aplicação de uma tabela de preços mínimos para o frete. 
A paralisação foi encerrada no dia 18 após a antecipação de um reajuste no valor do frete e a promessa de duas reuniões para discutir o tabelamento mínimo do frete, uma reunião em Brasília com o senador José Medeiros e o presidente Michel Temer e outra com o Governo do Estado do Mato Grosso, Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) e a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). 
Nessa quarta-feira (25) aconteceu a reunião entre os transportadores, o governo do estado e as entidades do agronegócio. Segundo informações foi apresentada uma pauta envolvendo os valores de frete que são praticados hoje no mercado, bem como incentivos e benefícios para os transportadores de Mato Grosso. 
Gilson Baitaca, membro do MTG ressaltou que o movimento no início da colheita foi para alertar as tradings, a Abiove e o próprio governo da gravidade. Segundo ele, hoje, o frete para um trajeto de 600 km, entre Lucas do Rio Verde e Rondonópolis, aproximadamente, a tonelada sai a R$ 95, quando o ideal seria R$ 110 para cobrir todos os custos.
Na reunião a Abiove, representante das tradings e processadores de grãos negou qualquer negociação ou tabelamento do valor do frete. “A Abiove mais uma vez veio e ela se isentou como sempre de discutir o valor do frete. Ela não discute valor de frete. Ela sempre vem com a questão de políticas, a maioria políticas públicas. Ela empurra o problema para o governo e hoje o governo ouviu os dois lados e o setor produtivo”, destacou Baitaca. 
Sem acordo sobre o tabelamento mínimo, ficou acertado a criação de uma comissão entre caminhoneiros e a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) balizando o valor do preço pauta do frete para que o ICMS possa ser cobrado em cima desse frete.

TEXTO: Lucas Duarte

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1 Comentários

  1. Enquanto esses caminhoneiros ficarem bancando os maricas e não paralisarem suas atividades por uns 6 MESES, direto, vão continuar tomando ferro nas costas. o zé povinho dessa pocilga chamada Brasil não tem competência para reivindicar seus direitos!

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