Apesar da crise, Iveco mantém investimentos programados até 2016

Em meio a uma brutal queda das vendas de caminhões e ônibus, por força da retração da economia brasileira, a Iveco reafirmou seu compromisso de investir R$ 650 milhões no Brasil até 2016. A afirmação é do vice-presidente da empresa para a América Latina, Marco Borba, durante encontro realizado ontem (18/maio) com a imprensa especializada de transportes. Segundo Borba, cerca de 25% dos recursos já foram utilizados, como parte do plano estratégico de atender a três objetivos prioritários: a nacionalização de componentes, a melhoria dos processos industriais e a pesquisa e desenvolvimento de produtos novos e atuais. Em uma época de “vacas magras” a empresa busca ganhos de eficiência e de competitividade dos veículos Iveco no mercado brasileiro.
"Esse processo já é uma realidade prática no complexo industrial da Iveco em Sete Lagoas. Ou seja, mais que uma promessa para o futuro, é uma transformação que já pode ser vista no presente. Queremos produzir de forma cada vez mais sustentável e entregar ao mercado produtos com alta qualidade, tecnologia e uma dose extra de competitividade”, destaca o executivo.
Na área de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, os investimentos totalizam mais de R$ 240 milhões e buscam o incremento da qualidade na linha atual e em veículos ainda em fase de projeto. A eficiência também será o pilar desses novos projetos, comenta Marco Borba. “Isso significa entregar veículos mais econômicos, sempre disponíveis para o proprietário e com um excelente custo operacional”, explica.
Os investimentos na melhoria da fábrica somam, por sua vez, R$ 160 milhões, destinados para a compra de novas máquinas e equipamentos, com vistas ao aumento da qualidade final dos veículos. Nesse particular, Marco Borba destaca as novas máquinas que ajudam no diagnóstico de falhas, equipamentos para realizar eletronicamente o abastecimento de fluidos – com detecção automática de vazamentos – e um novo robô de pintura.
Outros R$ 250 milhões estão sendo aplicados no aumento do índice de nacionalização de cerca de 200 itens de peças e componentes. Hoje, todos os veículos da marca já atendem à exigência do Finame de 60% de conteúdo mínimo local, índice que pode chegar a 80% dependendo da linha, com os novos investimentos. Para a empresa, a utilização em escala ainda maior de itens nacionais representa mais eficiência logística e mais independência das variações do câmbio. 
FONTE: Frota e Cia 

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