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Fenabrave revisa para baixo todas projeções de vendas de veículos em 2015

Como antecipado pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, no último dia 24 de fevereiro, a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) anunciou nesta terça-feira, 3, a revisão para baixo de todas as suas projeções para desempenho das vendas do setor automotivo em 2015. A entidade espera agora que os emplacamentos de veículos novos deverão somar 2,48 milhões de unidades em 2015, queda de 10% ante o ano passado. Em 2014 ante 2013, as vendas caíram 7,1%. A nova previsão é bem mais pessimista do que a queda de 0,53% estimada no início do ano.
O segmento de caminhões deverá ter o pior desempenho neste ano. A Fenabrave prevê que as vendas de pesados deverão cair 10,5% em 2015 frente a 2014, ante projeção anterior de -1,2%. Para o segmento de ônibus, a federação revisou a previsão de tombo de 0,7% para queda de 8,5%.
Já para automóveis e comerciais leves, a entidade projeta agora queda de 10%, maior do que o recuo de 0,5% estimado no início do ano. Somando motos, implementos agrícolas e outros veículos, a Fenabrave espera que o mercado automotivo total deve cair 22,25% (ante previsão anterior de -0,43%).
Ontem, o Bradesco também anunciou revisão para os emplacamentos de veículos em 2015 de +0,5 para queda de 5,3%. Já a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores prevê "estabilidade" nas vendas, com 3,5 milhões de unidades emplacadas. 
 Estoque
A Fenabrave informou ainda que o estoque médio atual de veículos nas concessionárias e fábricas é equivalente a 55 dias de vendas, volume considerado três vezes superior ao ideal.
O presidente da entidade, Alarico Assumpção, avaliou que grande parte da queda nas vendas de veículos se deve ao crédito mais caro e mais restrito. Segundo ele, sete em cada dez propostas de financiamento são rejeitadas pelos bancos atualmente. "Isso já vem de um bom tempo para cá", destacou.
Assumpção avaliou que a lei que facilita a retomada do bem, sancionada em novembro de 2014, ainda não teve o efeito esperado. Segundo ele, a nova legislação só deve "pegar" a partir de 2016, quando o executivo prevê que o prazo médio de retomada deverá cair de 12 para seis meses.
FONTE: InfoMoney 

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