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MT: escoamento de soja é um problema

O Brasil é o segundo maior produtor de soja do mundo, contudo alguns Estados como o Mato Grosso tem como grande empecilho para a competitividade do grão, o gargalo na infraestrutura de transporte, assim a cadeia logística acaba se tornando muito onerosa.
De acordo com Edeon Vaz Ferreira, gerente de logística da Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja do Mato Grosso), os produtores mato-grossenses, por exemplo, gastam 30% a mais com frete do que os argentinos, quando comparados aos americanos este número chega a ser de 40%.

Segundo Luiz Antônio Fayet, consultor em logística da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), afirmou, ao Canal Rural, que o produtor americano ou argentino gasta R$ 6 a menos por saco de soja no trajeto do grão da fazenda ao porto em comparação com o brasileiro.
Além disso, o principal modal utilizado para o escoamento da safra é o rodoviário que é mais caro do que os demais. Segundo a Aprosoja no Brasil, 60% do transporte é feito por meio de caminhões, 33% por ferrovias e apenas 7% por hidrovias. Um estudo feito pelo Governo Federal apontou que as hidrovias são 75% mais baratas que as rodovias e 50% mais econômicas que as ferrovias.
“Em alguns momentos o frete chega a custar 52% do custo de produção”, ressaltou Ferreira, que também afirmou que o sonho dos especialistas em logística é que a maior parte do escoamento do grão seja feita por hidrovias, atualmente este percentual é de apenas 13% da produção mato-grossense, mesmo com o recorde de movimentação de soja, alcançado no ano passado, pela Hidrovia do Madeira com um volume de 2,5 milhões de toneladas.
O executivo da Aprosoja também avalia que, mesmo com o recorde, o transporte pelo modal é muito deficiente, para ele, 2,5 milhões em uma safra total de 18 milhões é um número quase inexpressivo. Outro agravante é que o Estado não possui hidrovia própria, a do Rio Madeira fica em Rondônia.
Para solucionar esta lacuna de escoamento pelos rios mato-grossenses, a associação propôs um estudo ao Governo Federal para viabilização de duas hidrovias no Estado, Rio Juruena-Tapajós e Rio Teles Pires-Tapajós. Ferreira reafirma também a importância do investimento na intermodalidade no transporte da soja, com o fortalecimento de rodovias e ferrovias no processo.
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