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Tráfego de caminhões da BR-448 pode ter fim nesta semana

Carregados de areia, brita e cimento, os caminhões que fornecem material aos canteiros de construção da BR-448, a Rodovia do Parque, são motivo de transtorno para moradores dos bairros Mathias Velho e Harmonia. O peso da carga fez ceder o asfalto de diversas ruas, abrindo buracos que comprometem o trânsito em geral. A boa notícia é que este problema pode ser resolvido ainda nesta semana. 
Uma rota de serviço alternativa, ligando a BR-386 (Tabaí/Canoas) até as proximidades da empresa Biachini, foi aberta paralelamente aos trilhos de trem. "Está praticamente concluída, restando alguns ajustes finais na transposição da vala Mathias Velho. A partir dos próximos dias não haverá mais trânsito de obra pelas ruas dos municípios", garante o coordenador-geral do Consórcio Gestor da Rodovia do Parque, Luiz Antônio Didoné. 
Ontem, uma equipe fazia o aterramento dos quatro vãos de concreto que permitirão o escoamento do canal sob o novo acesso. Segundo ele, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) já está de posse de uma relação de ruas, encaminhada pela Prefeitura, onde foram constatados danos por motivos da execução da rodovia. O pagamento seria feito pelo Dnit, que estaria quantificando os custos para conserto. 


Excesso de peso verificado
O fluxo intenso de caminhões em direção à BR-448 é motivo de frequentes reclamações. "Quando eles passam treme tudo na casa", aponta a moradora da rua Santa Catarina, Franciele Viana, 20 anos. Conforme o secretário-adjunto de Transporte e Mobilidade, Carlos Candiota, 100% dos veículos de carga verificados tinham excesso de peso. Depressões e lombadas no asfalto são inúmeros, assim como o pó. Moradora da rua Curitiba, Iara Schmitt, 34, revela sua preocupação com a segurança dos pedestres: "É perigoso andar na rua, porque um carro pode querer desviar do buraco e acertar uma criança. De carro não se pode nem mais ir até o final da rua." 
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