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Disparada no preço do combustível é reflexo do conflito no Oriente Médio; medidas anunciadas pelo Governo Federal ainda não surtiram efeitos significativos
Refletindo os desafios do mercado internacional de petróleo diante da escalada da Guerra no Oriente Médio, o preço do óleo diesel segue em disparada no Brasil, mesmo diante de medidas anunciadas pelo Governo Federal na tentativa de conter a alta do combustível.
De acordo com os dados mais recentes do Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, com apoio técnico da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o óleo diesel era vendido, em média, a R$ 6,06 no período pré-guerra, em 25 de fevereiro. Na primeira semana de março, o valor passou para R$ 6,13 e avançou para R$ 6,95 em 11 de março, até atingir R$ 7,17 entre os dias 14 e 15 de março.
Para André Turquetto, CEO da Veloe, a alta reflete a maior sensibilidade estrutural do diesel às oscilações do mercado internacional. “O diesel é um dos derivados mais impactados por movimentos do petróleo, especialmente em cenários de tensão geopolítica, como o atual conflito envolvendo os Estados Unidos e o Irã. Por ser essencial para transporte e logística e contar com oferta global mais ajustada, suas variações tendem a se refletir de forma mais rápida e intensa nos preços”, afirma.
No último dia 13 de março, o Governo Federal chegou a anunciar duas medidas para reduzir o impacto sobre o combustível. A primeira delas, zera de forma temporária a cobrança de PIS e Cofins sobre a importação e comercialização de diesel em todo o País. Já a segunda criou uma subvenção ao diesel para produtores e importadores. Cálculos do Ministério da Fazenda estimavam as duas medidas deveriam reduzir o preço em R$ 0,64 por litro do diesel.
Entretanto, a Petrobras colocou em prática no dia 14 de março, um aumento de 11,27% no preço do diesel, cerca de R$ 0,38 por litro, passando de R$ 3,27 para R$ 3,65 em média nas refinarias de todo o país. A estatal não reajustava o preço do combustível há mais de 300 dias.
