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Mais de 60% das transportadoras já enfrentam problemas de manutenção após aumento no percentual de biodesel

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Abastecimento de óleo diesel
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Pesquisa realizada pela FETCESP aponta entupimento de filtros e aumento das intervenções de manutenção como os principais problemas enfrentados pelas transportadoras

O aumento contínuo no percentual de biodiesel presente no diesel comercializado no Brasil, passando de 10% até abril de 2023 para 15% em agosto de 2025 e podendo chegar até 25% em março de 2030, já impacta diretamente a rotina de transportadoras e o desempenho das frotas. Prova disso é um levantamento realizado Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP).


Com o objetivo de reunir a percepção das empresas sobre as alterações observadas ao longo dos aumentos recentes da participação do biodiesel no diesel, a entidade ouviu 126 transportadoras paulistas entre junho e agosto de 2026 pelos técnicos do Programa Despoluir, sob a supervisão do engenheiro Flávio Teixeira Júnior, coordenador do programa no Estado de São Paulo. Já o Instituto Paulista do Transporte de Cargas (IPTC) ficou responsável pela compilação e tabulação dos dados.


Do total de empresas participantes, 62,7% afirmaram ter percebido mudanças na operação da frota. O entupimento de filtros foi a ocorrência mais citada, apontada por 59,52% das empresas, seguida pelo aumento da frequência de manutenção, com 40,48%, e por falhas no sistema de injeção, mencionadas por 39,68%.

Para Carlos Panzan, presidente da FETCESP, os dados ajudam a organizar um conjunto de percepções que já vinha aparecendo na rotina das empresas e reforçam a importância de acompanhar tecnicamente a evolução da mistura.
 
Os aumentos do teor de biodiesel fazem parte de uma agenda importante de transição energética, mas precisam caminhar junto com a realidade operacional das transportadoras. O levantamento não antecipa conclusões, mas mostra que existem relatos recorrentes que precisam ser analisados com profundidade. Nosso papel é transformar a experiência das empresas em informação técnica e contribuir para um debate qualificado sobre os próximos passos”, afirma Panzan.


Outro dado de destaque no levantamento é o impacto percebido sobre a manutenção. Segundo a pesquisa, 64,29% dos participantes relataram aumento nas intervenções e nos custos de manutenção da frota, dado que ajuda a dimensionar por que o tema ganhou espaço entre as transportadoras.
 
Na avaliação de Flávio Teixeira, coordenador do Programa Despoluir no Estado de São Paulo, o resultado ganha relevância porque 92,1% das empresas participantes afirmaram manter programas estruturados de manutenção preventiva, o que indica um acompanhamento frequente das condições dos veículos.
 
Empresas que acompanham de forma contínua filtros, sistema de injeção, consumo e desempenho conseguem perceber alterações com mais rapidez. O levantamento ajuda a reunir essas experiências e identificar os pontos que aparecem com maior frequência. O próximo passo é aprofundar tecnicamente essas informações e contribuir para que a evolução dos biocombustíveis ocorra com segurança e previsibilidade para as operações”, explica Teixeira.

Confira na íntegra a pesquisa: CLIQUE AQUI


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