De janeiro a julho deste ano, mais de 10 mil acidentes envolvendo caminhões foram registrados em todo o Brasil; PRF também registrou no mesmo período aumento de 17% nas apreensões de "rebites"
O transporte rodoviário de cargas é considerado um dos segmentos mais perigosos para se trabalhar no Brasil. Dados Polícia Rodoviária Federal (PRF) confirmam este cenário preocupante para quem exerce principalmente a função de caminhoneiro.
De acordo com o balanço oficial da corporação, neste ano de 2026, houve um aumento no número de sinistros de trânsito envolvendo caminhões, mortes e feridos nas rodovias federais. De janeiro a julho deste ano, a PRF registrou 10.822 acidentes envolvendo veículos de carga, resultando em 11.243 feridos e 1.681 mortes, número 4,54% maior que o registrado entre os meses de janeiro e julho do ano passado.
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| PRF/Divulgação |
Entre as rodovias com o maior número de sinistros de trânsito de janeiro a julho de 2026 estão a BR-116, com 1.753 registros, a BR-101, com 1.433 e a BR-153, com 586. Nos trechos com mais letalidade, lidera a estatística a BR-116 em São Paulo, com 495 sinistros de trânsito. A BR-381 em Minas Gerais, com 467, e a BR-101, em Santa Catarina, com 428.
Por outro lado, a PRF também vem registrando ao longo deste ano de 2026 um aumento na apreensão de anfetaminas com caminhoneiros, substância popularmente conhecida como "rebites" e frequentemente utilizada para inibir o sono e prolongar a jornada de trabalho ao volante. Segundo a corporação, de janeiro a julho deste ano, houve um aumento de 17,89% nas apreensões de anfetaminas em caminhões.
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| PRF/Divulgação |
Para a PRF, uma das consequências do ritmo de trabalho dos caminhoneiros também são as infrações por excesso de velocidade. No período da análise feita pela corporação a velocidade acima do limite permitido para as rodovias foi a principal causa para 560.221 autuações de caminhões nas rodovias federais, alta de 32,04% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram registradas 424.257 infrações.
“É comum alguns motoristas ignorarem práticas perigosas na direção, como o consumo de drogas, o excesso de velocidade e as ultrapassagens proibidas, para cumprir a jornada de trabalho", explica o coordenador-geral de Segurança Viária da PRF, Stênio Pires. "Mudar esse comportamento é fundamental para evitar novas mortes nas rodovias federais", completa.


