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| Claudio Neves/Portos do Paraná |
Preço médio por km rodado ficou na casa de R$ 8,63%, indicando assim uma queda de -0,46% em relação ao mês anterior; dados são do Índice de Frete Rodoviário da Edenred (IFR)
De acordo com a mais recente análise do Índice de Frete Rodoviário da Edenred (IFR), elaborada com base em dados da plataforma Repom, o preço médio do frete por quilômetro rodado encerrou julho em R$ 8,63, indicando assim uma queda de -0,46% em relação ao valor de R$ 8,67 registrado no mês anterior, junho.
A queda registrada no sétimo mês do ano pode ser justificada pelo alívio nos custos operacionais proporcionado pela redução do preço do diesel. Em paralelo, a nova tabela de pisos mínimos de fretes, publicada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) em julho e que trouxe reduções entre 0,002% e 2,18% nos coeficientes de deslocamento (CCD), também contribuiu para a queda registrada.
Por outro lado, o avanço da colheita da segunda safra de milho mantém aquecida a demanda por transporte, especialmente em Mato Grosso do Sul, onde 37,3% da área plantada, cerca de 823,5 mil hectares, já foi colhida. Para o IFR, esse movimento tende a elevar a procura por caminhões e pode influenciar o comportamento dos preços em agosto. Ao mesmo tempo, a redução da taxa Selic para 14% ao ano também passa a compor o cenário econômico observado pelo setor.
Na contramão do agronegócio, a indústria brasileira apresentou sinais de desaceleração em julho. O Índice de Gerentes de Compras (PMI) industrial caiu de 50,8 pontos em junho para 47,5 em julho, registrando a contração mais intensa dos últimos cinco meses, pressionado pelo aumento dos custos operacionais e pela redução das novas encomendas.
"O mês de julho foi marcado por um ambiente mais favorável para o transporte rodoviário, com a queda consecutiva dos preços do diesel contribuindo para acomodar o preço médio do frete. Para os próximos meses, o mercado deve continuar sendo impactado pelas dinâmicas dos setores e preço dos combustíveis, contudo, os efeitos da nova tabela de pisos mínimos da ANTT e da nova lei tendem a dar mais conformidade para os preços do frete", analisa o diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade, Vinicios Fernandes.
