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| Alexandre Andrade/Green Cargo |
Com início imediato e meta de atingir 2 mil caminhões em 24 meses, iniciativa privada projeta transição energética histórica para grandes embarcadores
O cenário do transporte rodoviário de cargas no Brasil está prestes a passar por uma nova transformação radical rumo à descarbonização. Em uma união estratégica sem precedentes, o Grupo Nimofast, a Edge e a Green Cargo anunciaram o lançamento do Projeto GreenTech Logística Integrada. A iniciativa se consolida como a maior plataforma de transporte de longa distância movida a Gás Natural Liquefeito (GNL) do país, através de um aporte massivo de R$ 8 bilhões e uma frota pesada que alcançará a marca histórica de 2.000 caminhões em até dois anos.
A sinergia entre as companhias foi desenhada para cobrir todas as etapas da cadeia de suprimentos e ativos. A Edge atuará de forma robusta como a fornecedora do energético. Paralelamente, a Green Cargo — representante exclusiva da JAC Motors para veículos pesados a gás — entregará os caminhões para atender toda a demanda. A liderança operacional e a gestão logística de ponta a ponta ficarão a cargo do Grupo Nimofast, por meio da Interconecta Negócios e Transporte Ltda.
Aporte de R$ 8 bilhões e uma frota expressiva de caminhões
O cronograma de expansão da frota foi estruturado de forma célere para responder à urgência do mercado por fretes verdes. O projeto inicia com a entrada imediata em operação de 60 caminhões JAC Motors Q7 (560cv 6x4) movidos a GNL. No primeiro trimestre de 2027, esse volume saltará para 160 veículos pesados, mirando a meta ambiciosa de colocar 2.000 caminhões rodando nas rodovias brasileiras nos próximos 24 meses.
O investimento no transporte de cargas estimado pelo Grupo Nimofast é de R$ 8 bilhões ao longo de 10 anos. Este montante abrange a aquisição direta da frota, contratos de leasing de ativos, infraestrutura de combustível e a gestão integral da operação. Todo o modelo de negócio é sustentado por contratos firmados de frete de longo prazo e fornecimento de gás estável.
“Substituir o diesel na longa distância sempre foi o maior desafio logístico do país. Ao estruturarmos R$ 8,3 bilhões em compromissos de longo prazo, a GreenTech Logística Integrada prova de forma definitiva que transição energética e retorno financeiro caminham juntos. A Interconecta não nasce como uma transportadora tradicional, mas como uma plataforma de infraestrutura sustentável multicliente capaz de evitar 80 mil toneladas de CO2 por ano. Nosso modelo une eficiência operacional, previsibilidade de custos para os embarcadores e um ecossistema escalável de alta tecnologia, pavimentando um caminho sólido de crescimento e nossa futura evolução para o biometano e soluções carbono-negativas”, destaca Ramon Reis, Presidente e CEO do Grupo Nimofast.
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| Alexandre Andrade/Green Cargo |
Sustentabilidade na logística e combinação com biometano
O pilar de sustentabilidade na logística do projeto ganha solidez com a estratégia de abastecimento off-grid desenhada pela Edge. O GNL terá origem no Terminal de Regaseificação de GNL de Santos (TRSP), acoplado a uma rede de distribuição rodoviária eficiente com contrato de 10 anos. O grande diferencial ecológico está na integração do biometano certificado por atributo, oriundo da Onebio — a maior planta de purificação de biometano do Brasil, controlada pela Edge em Paulínia (SP).
Essa combinação pioneira da molécula de GNL tradicional com o combustível renovável reduzirá de forma drástica o impacto ambiental na malha rodoviária. Quando atingir a escala plena de 2.000 caminhões, o Projeto GreenTech evitará a emissão de aproximadamente 80 mil toneladas de CO₂ por ano à atmosfera. Esse volume de mitigação ecológica equivale ao trabalho de absorção de 5 milhões de árvores, eliminando também até 90% do material particulado gerado por motores a diesel.
“Acreditamos que o GNL será um dos principais vetores de transformação do transporte pesado brasileiro nos próximos anos. Este projeto demonstra que já existe competitividade, escala e infraestrutura para viabilizar essa mudança. Com ativos estratégicos como o TRSP e uma plataforma integrada de suprimento e logística, a Edge está posicionada para contribuir de forma relevante para o desenvolvimento desse mercado e ampliar o papel do gás natural na matriz de transporte do país”, diz Demétrio Magalhães, CEO da Edge
Interconecta conectará polos produtivos aos corredores logísticos
A base operacional da Interconecta será estabelecida em Paulínia (SP) de forma estratégica para conectar os principais eixos industriais, complexos portuários e polos agroindustriais do país. O modelo de negócios foi projetado como uma plataforma logística multicliente de longa distância, pronta para absorver as demandas de embarcadores de alta relevância econômica, como os setores de agronegócio, energia, mineração, química e carga geral.
Além do ganho de eficiência no preço do frete e da redução da dependência histórica do óleo diesel, os clientes terão à disposição um ecossistema digital nativo. Este sistema permitirá o monitoramento transparente e em tempo real das emissões de carbono mitigadas, abrindo as portas para a comercialização ativa de créditos de carbono no mercado de transição energética no TRC.
"Estamos diante de uma mudança de paradigma no transporte de cargas. O gás natural e o biometano já se mostram alternativas economicamente viáveis e ambientalmente responsáveis para operações de grande escala. A Green Cargo quer liderar essa transformação, entregando não apenas veículos, mas todo o ecossistema necessário para acelerar a transição energética da logística brasileira", afirma Gabriel Bizzo, CEO da Green Cargo.

