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Scania registra queda de 6% nas vendas no primeiro trimestre de 2026

Caminhões Scania SUPER azul estacionados lado a lado no pátio da fábrica
Lucas Duarte/Portal Caminhões e Carretas

Montadora sueca entregou pouco mais de 20 mil veículos em todo o mundo nos três primeiros meses do ano; Brasil foi destaque em novas encomendas graças ao programa Move Brasil

Em meio à crescente incerteza geopolítica e desafios cambiais, a Scania encerrou o primeiro trimestre de 2026 registrando queda nas vendas de caminhões e ônibus em todo o mundo, mas ainda demonstrando resiliência.


Segundo o balanço oficial da montadora sueca, 20.978 veículos comerciais foram entregues em todo o mundo no primeiro trimestre de 2026, o que representa uma queda de -6%. Do total entregue, 130 foram Veículos de Emissão Zero. Os resultados acarretaram uma redução de -8% nas receitas de vendas da marca, encerrando assim o primeiro trimestre do ano em 44,9 bilhões de coroas suecas (R$ 24,33 bilhões de reais).


Segundo a montadora sueca, a queda na receita de vendas é justificada pelas restrições nos fluxos de entregas e pelos efeitos cambiais negativos. Apesar disso, a rentabilidade permaneceu no mesmo patamar de 2025, graças ao aumento da eficiência operacional e ao forte desempenho na área de serviços.


Ainda de acordo com a Scania, o primeiro trimestre do ano também foi marcado por um crescimento de 10% nas encomendas, chegando a 27.318 veículos comerciais em todo o mundo, sendo 342 Veículos de Emissão Zero. Na Europa, a demanda começou forte, mas diminuiu no final do trimestre em meio à crescente volatilidade econômica como efeito da guerra no Irã, adicionando ainda mais complexidade a um cenário de negócios já incerto. Já o crescimento no volume de novos pedidos na América Latina foi impulsionado pelo Brasil, graças ao Programa Move Brasil, segundo as informações oficiais da marca.

A Scania teve um bom desempenho, com forte desempenho nos serviços e pedidos sólidos de caminhões, apesar dos menores volumes de entrega no primeiro trimestre. Nosso foco em construir resiliência, incluindo a aceleração de nossa presença na China e a melhoria da velocidade, eficiência e competitividade de custos, está começando a dar frutos, ajudando-nos a navegar em um ambiente volátil”, afirma Christian Levin, Presidente e CEO da Scania e do Grupo TRATON.



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