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Preço médio do frete por km rodado sobe 8,39% em abril

Scania S com carreta 4º eixo graneleiro
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Dados do Índice de Frete Rodoviário da Edenred (IFR) revelam que preço médio fechou em R$ 8,66 em abril

A mais recente análise do Índice de Frete Rodoviário da Edenred (IFR), com base em dados exclusivos da plataforma Repom, revela que o preço médio do frete por quilômetro rodado fechou em R$ 8,66 em abril, em relação aos R$ 7,99 registrados no mês anterior, o que representa um aumento de 8,39%.


A elevação no período é justificada pela contínua pressão sobre o preço do diesel, reflexo direto das tensões geopolíticas no Oriente Médio sobre a cadeia de abastecimento de petróleo. Segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), o diesel registrou aumento nacional superior a 7%, com tipo comum e o S-10 lideram os aumentos, com elevações de 6,42% e 7,18%, atingindo médias de R$ 7,46 e R$ 7,61, respectivamente.


O avanço regulatório também tem pressionado para cima o preço do frete em todo o Brasil. A atualização do piso mínimo de frete, promovida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) na metade de março, refletiu de forma integral no "mês cheio" de abril, pressionando a média de preços da tabela para cima.



Já a forte atividade econômica em setores-chave garantiu a sustentação e absorção desses repasses no valor do frete. O agronegócio brasileiro ampliou sua capilaridade, exportando 29 produtos diferentes para nove países, segundo o Ministério da Agricultura. Em paralelo, a indústria nacional segue em aquecimento: o Índice de Gerentes de Compras (PMI), da S&P Global, saltou de 49,0 em março para 52,6 em abril, o nível mais alto em 14 meses. Esse cenário combinado manteve a demanda por transporte rodoviário de cargas aquecido.

O expressivo avanço do frete em abril é a culminação de fatores estruturais e conjunturais. De um lado, sofremos o impacto direto das tensões internacionais sobre o petróleo e o repasse integral do novo piso da ANTT. Por outro, temos um cenário em que a indústria atinge o maior nível em 14 meses e o agronegócio diversifica suas exportações, trazendo forte dinamismo à economia brasileira e absorvendo essa elevação de custos logísticos. Para maio, o mercado deve observar de perto os desdobramentos geopolíticos e possíveis acordos de paz podem aliviar a pressão sobre os combustíveis”, analisa Vinicios Fernandes, Diretor de Unidades de Negócio na Edenred Mobilidade.


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