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Domínio da Petrobras aumenta preço dos combustíveis ao consumidor final

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Especialistas apontam necessidade de mais competitividade no mercado para redução de custos

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Os combustíveis, junto à energia elétrica, foram os grandes vilões da inflação em 2021, no Brasil. Embora a alta dos preços da gasolina tenha acompanhado a trajetória internacional percorrida pelos barris de petróleo, para a maioria dos consumidores ainda é estranho o alto custo em um país que tem uma das maiores petroleiras do mundo.

O problema, no entanto, pode ser justamente o domínio da Petrobras. É o que afirma o economista e mestre em ciência política Ricardo Caldas, “na medida em que a Petrobras for abrindo mão da parte majoritária de atividades que não são a sua atividade central, estaremos trazendo uma maior competitividade para o mercado nacional”, disse.


O especialista considera que a falta de variação negativa nos preços é causada, em grande parte, pelo monopólio parcial da petroleira em diversos setores da produção e distribuição de combustíveis. A posse das refinarias, por exemplo, um dia já foi exclusividade da empresa e, com a venda destas, o mercado foi estimulado a uma disputa pelos preços mais baixos.

"Conforme for sendo criada a possibilidade dos postos de gasolina negociarem diferentes custos com diferentes refinarias, a competição entre as empresas vai aumentar. Este é mais um ator de peso neste sistema que será, em última análise, benéfico para o consumidor”, explicou Caldas.

Conversa sobre a política de preços
A participação do economista ocorreu durante o #22 episódio do podcast Liberdade em Foco da Fundação da Liberdade Econômica (FLE). Caldas foi entrevistado por Márcio Coimbra, presidente da fundação. A conversa foi o segundo debate sobre uma nova política de preços para os combustíveis. Você pode ouvir este conteúdo gratuitamente no site da FLE ou no Spotify.

FONTE: Divulgação

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