Pesquisa inédita mede a eficiência do transporte de cargas e revela dados preocupantes

Fretefy/Divulgação
Presente na 22ª Fenatran – Salão Internacional do Transporte Rodoviário de Carga, a startup Fretefy que há um ano desenvolve soluções para gestão de cargas de ponta a ponta, apresentou os resultados de uma pesquisa inédita que mediu a eficiência do transporte rodoviário de cargas brasileiro. 

Encomendada à JR Consultoria, a pesquisa que vai de encontro com a missão da startup de descomplicar e automatizar a gestão logística de transportadoras e embarcadores industriais, apresentou resultados surpreendentes em diversos aspectos, mas dois pontos chamam mais a atenção: O baixo número de empresas que cumprem com prazo e o alto número de entregas com avarias.

Das 230 indústrias e transportadoras dos estados do Paraná, São Paulo, Mato Grosso e Rio Grande do Sul entrevistadas, apenas 17% afirmaram que sempre entregam as cargas dentro do prazo definido em contrato. Para os especialistas do Fretefy são três fatores que ocasionam esse problema: Filas de espera para carregar, processo de comunicação complexo entre embarcador, transportadoras, motoristas e cliente final, falta de programação e burocracia no momento do carregamento, e o transporte sem rastreabilidade.

Outro dado preocupante relevado pela pesquisa é de que em média 20% das cargas chegam com dano ao destino, ocasionando muitas vezes desgastes com o cliente e devolução do produto. “Avarias muitas vezes são difíceis de evitar, porém defendemos que esse fator pode ser melhorado com o acompanhamento online de cargas no decorrer do percurso e imagem de comprovação do estado da mercadoria na entrega, por exemplo, garantindo transparência e evitando o fator surpresa junto ao cliente”, explica Gilmar Pertile, CEO do Fretefy.

A pesquisa encomendada pelo Fretefy também revelou que apenas 28% dos embarcadores declararam avaliar suas transportadoras com nota acima de 8 nos quesitos atendimento e relacionamento. “Veja, estamos na era da comunicação, com tudo que precisamos na palma da mão. Tecnologia não falta, o que há é negligência na transparência pelo prestador de serviço”, afirma o executivo.


Segurança e gestão
Apesar dos números alarmantes de roubos e desvios de cargas nas rodovias brasileiras, apenas 55% dos entrevistados afirmaram que conseguem rastrear suas cargas, devido a falta de uso de tecnologia para esse fim em frota própria, mas principalmente por falta de controle de terceiros contratados.

Em relação aos terceiros, 78% declararam que contratam motoristas autônomos para fazer entregas, porém apenas 58% utilizam aplicativos de busca de motoristas terceirizados.

“A consequência de escolhas como essas que vimos acima é falta total de controle da frota e com isso, riscos para a segurança da carga. Além disso, utilizar aplicativo de busca de terceiros e cargas facilita a vida do gestor em encontrar o que precisa de forma mais rápida, por proximidade, com possibilidade de otimizar a logística utilizando frete retorno e ainda com segurança, pois a plataforma oferece avaliação para cada usuário”, completa Pertile. 

E por fim, um último dado que mostra como o setor vem assumindo riscos desnecessários é que dos que utilizam motoristas terceirizados, apenas 20% declararam que pagam seus terceiros com cartão de pagamento regulamentado pela ANTT. Isso é, a maioria assume o risco envolvido na falta de declaração do CIOT, programa regulador de pagamento de fretes, que pode gerar multas que chegam a R$ 1.100,00.

“Com essa amostra pudemos comprovar as lacunas que já havíamos observado em nossos contatos com o mercado e que estamos buscando responder com nossas soluções de eficiência logística do Fretefy. Também descobrimos dados novos sobre segurança, processos relacionados à lei e ao uso de tecnologia”, finaliza Pertile.

Sobre o Fretefy
O Fretefy é a única plataforma do mercado a atender de forma prática a gestão completa de cargas desde o oferecimento para as transportadoras homologadas, localização em tempo real – até mesmo de terceirizados que não possuam rastreadores -, e o comprovante de entrega no cliente final.

TEXTO: Lucas Duarte
Com informações: Assessoria
Caminhões e Carretas

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