Preço do óleo diesel pode aumentar 3,3% a partir de 1º de janeiro

Termina nesta segunda-feira (31) o programa de subvenção econômica à comercialização de óleo diesel que garante um desconto de R$ 0,30 em cada litro do combustível comercializado no país. O programa foi instituído em junho, através da Medida Provisória 838/2018 e fazia parte do acordo para encerrar a paralisação nacional de caminhoneiros. 
Por meio do programa, fornecedores de diesel, como a Petrobras, praticam preços determinados pelo programa e são ressarcidos em até 0,30 real por litro, dependendo de preços de referência calculados pela ANP a partir de indicadores externos, como o dólar e o barril do petróleo.
Com o fim do programa, o preço do óleo diesel pode registrar um aumento de 3,3%, cerca de R$ 0,06 por litro, já no primeiro dia de 2019 segundo cálculos da Reuters a partir de dados disponibilizados pela Agência Nacional de Petróleo (ANP). 
A possibilidade de aumento no preço do combustível a partir de 1º de janeiro de 2019, é justificada pela possibilidade da Petrobras e outros fornecedores de diesel do país, como refinarias e importadores, voltarem a praticar preços de mercado. No entanto, a velocidade que os preços internos voltarão para patamares internacionais vai depender da atuação das empresas.

Frequência de alterações no preço do óleo diesel 
Nesta sexta-feira, a Petrobras anunciou ter aprovado um mecanismo financeiro de proteção complementar à política de preços do diesel, semelhante ao utilizado na gasolina, que permitirá à companhia manter a cotação do produto estável nas refinarias por um período de até sete dias em momentos de elevada volatilidade.
Segundo a Petrobras, o mecanismo de proteção complementar dá “flexibilidade adicional” à gestão da política de preços do diesel, “conciliando seus interesses empresariais com as demandas de seus clientes e agentes de mercado em geral”. A companhia destacou que terá a opção de aplicar o mecanismo logo após o encerramento do programa de subvenção. 

TEXTO: Lucas Duarte
Com informações: Reuters
Caminhões e Carretas 

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